Categorias: Brasil

Comissão no Congresso aprova mudanças na pensão por morte

A medida provisória que altera as regras de acesso à pensão por morte e ao auxílio-doença foi aprovada nesta terça-feira (5) em comissão especial mista do Congresso. O texto segue agora para ser apreciado nos plenários da Câmara e do Senado.

 

A sessão foi marcada pela tentativa da oposição de adiar a votação da matéria, que integra o pacote de ajustes e cortes de gastos do governo.

 

Segundo o relator do texto, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a discussão da medida pode avançar no plenário da Câmara, com um novo elemento – uma emenda que propõe uma alternativa ao fator previdenciário, criado para desestimular aposentadorias precoces.

 

A emenda que receberá destaque sugere a adoção da fórmula 85 / 95 – os números se referem à soma da idade com o tempo de contribuição exigido, respectivamente, de mulheres e homens.

 

A proposta ao fator previdenciário tem o apoio das centrais sindicais e, em partes, do governo, e serviria de moeda política nesse momento de resistência dos congressistas ao ajuste fiscal.

 

Faixas etárias

As faixas de idade que determinam a duração da pensão por morte também foram alteradas.

 

Até 21 anos, o cônjuge continua tendo direito a três anos do benefício. De 21 a 26 anos, passa a ter direito a seis anos; de 27 a 29, a dez anos; de 30 a 40 anos, a 15 anos; de 41 a 43 anos, a 20 anos; de 44 anos adiante, pensão vitalícia.

 

O escalonamento proposto na medida original funcionava da seguinte forma: de 22 a 27 anos, pensão por seis anos; 28 a 32, pensão por nove anos; 33 a 38, 12 anos; 39 a 43, 15 anos; 44 anos adiante, pensão vitalícia.

 

No auxílio-doença, não se mexeu no ponto em que a empresa paga ao empregado o salário integral durante os 30 primeiros dias de afastamento. Antes da medida, os 15 primeiros eram por conta da empresa, e o restante do INSS.

 

Medida

A versão da medida provisória que segue para apreciação dos deputados e senadores é bem mais branda do que a enviada pela presidente Dilma Rousseff. Para ter aprovado o texto, o governo aceitou recuar em várias regras.

 

Entre elas, está a carência de contribuição previdenciária para se ter direito à pensão por morte. O texto atual prevê um mínimo de dois anos de casamento e um ano e meio de contribuição. A medida provisória original determinava um mínimo de dois anos de casamento e dois anos de contribuição.

 

Quando o tempo de casamento ou de contribuição forem inferiores ao necessário para ter o benefício, o cônjuge terá mesmo assim direito a uma pensão – nesses casos, durante quatro meses. No texto original, não havia esse auxílio.

 

O governo aceitou também recuar num dos pontos que mais preservaria a Previdência de gastos. Foi retirado o artigo que previa o pagamento de 60% da aposentadoria para o cônjuge mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Só com a retirada desse artigo, o governo deixa de lado uma economia estimada de R$ 755 milhões para este ano, informou Zarattini.

 

O texto aprovado nesta terça (5) prevê ainda que a pensão é válida nos casos em que o beneficiário tiver filhos ou irmãos menores de 21 anos, quando o cônjuge for inválido, ou tiver alguma deficiência, ou se a morte acontecer em função de acidente ou doença profissional.

 

Outra mudança encaixada na medida é o pagamento de 8% ao INSS durante o recebimento de seguro-desemprego, para que esse período seja contabilizado como contribuição previdenciária.

 

Plenário

A medida aprovada nesta terça (5) em comissão especial deve seguir para o plenário da Câmara até esta quarta-feira (6).

 

Nesta terça, deputados discutem a medida provisória que endurece as regras para acesso ao seguro-desemprego, seguro-defeso e abono salarial. Esse texto já passou pela comissão mista e, uma vez aprovada no plenário da Câmara, segue para apreciação dos senadores.

 

O governo contava com essas duas medidas para cortar R$ 18 bilhões em gastos obrigatórios neste ano. Com os recuos acatados pelo governo, entretanto, essa economia estimada já caiu mais de R$ 3 bilhões.

 

Gazeta do Povo

Últimas notícias

Avante: Presidente e prefeito destacam fortalecimento da sigla e união política em CG e Cabedelo em prol do projeto de Lucas

O presidente nacional do Avante, deputado federal Luís Tibé (MG) e o prefeito interino de…

30 de janeiro de 2026

Procon-JP interdita bombas de gasolina em dois postos e recolhe produtos vencidos

Por meio de denúncias de consumidores, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor…

30 de janeiro de 2026

Sem citar nomes, Veneziano demonstra preferência para que candidato a vice na chapa de Cícero Lucena seja de CG

O senador e presidente do MDB na Paraíba, Veneziano vital do Rêgo, cravou sua preferência…

29 de janeiro de 2026

Prefeito de Campina Grande nega pressão para apoiar pré-candidatura de Cícero Lucena ao Governo

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, negou nesta quinta-feira (29), estar sofrendo qualquer…

29 de janeiro de 2026

“Figurões” da política planejam retorno ao cenário nas eleições de 2026

Em ano eleitoral, alguns políticos de nomes históricos e polêmicos que já obtiveram vitórias nas…

29 de janeiro de 2026

Cabo Gilberto revela que vai tratar de pautas do Nordeste e estratégias da oposição durante visita a Bolsonaro

O deputado federal paraibano Cabo Gilberto Silva (PL), líder da bancada de oposição na Câmara…

29 de janeiro de 2026