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Chape e CBF pagam indenizações às famílias das vítimas

Luiz Antonio Pallaoro, vice-presidente jurídico da Chape, afirmou que o clube e a CBF já pagaram as indenizações previstas para as famílias das vítimas no acidente. A quantia equivale ao todo, cerca de 40 salários. 28 deles eram de responsabilidade da Chapecoense enquanto os outros 12 foram pagos pela CBF.

Agora, além do foco de reestruturação do time, a Chape dá continuidade aos trabalhos burocráticos sobre o acidente. Depois de várias tentativas de contato com a LaMia, companhia aérea responsável pelo voo, uma reunião com os representantes da seguradora da empresa está prevista para o dia 8 de fevereiro.

“Recebemos um comunicado de que há representantes do resseguro e que faremos uma reunião em fevereiro em Santa Cruz de La Sierra. A partir desta comunicação, fizemos contato e esperamos que neste dia tenhamos uma posição definitiva do seguro da aeronave e da companhia. Pela companhia de resseguros, de Londres, esperamos que traga em torno de R$ 527 mil para cada pessoa que estava no voo”, disse o dirigente.

Pallaoro ainda declarou que a Chape vem estudando a maneira mais adequada para acionar na justiça, a LaMia e o governo boliviano. O vice-presidente jurídico afirma que a ação pode ser feita no Brasil, Bolívia e até mesmo nos Estados Unidos.

“Mesmo que a LaMia não tenha capacidade de pagar, o governo da Bolívia tem, seja em dois ou 10 anos. O governo boliviano também é reponsável pelo acidente. O plano de voo foi aprovado por um órgão do governo, então, eles são corresponsáveis. Estamos estudando entrar até mesmo nos Estados Unidos, onde as coisas são mais céleres”, disse.

Indenização
“O clube já gastou mais de R$ 1,4 milhões apenas para registrar os novos jogadores nas federações. Estamos tentando um valor mais adequado em função da tragédia, mas esse é o custo que nós tivemos. E se nós temos que pagar isso, alguém tem que nos ressarcir, porque tivemos uma perda dos nossos ativos e patrimônio. Atletas que teriam mais três anos, por exemplo, no futebol, poderiam trazer lucro financeiro no futuro para a Chapecoense. Essa é a situação dos familiares também”, disse Pallaoro.

O dirigente explicou que o pagamento do seguro feito pelo clube equivalia a 14 salários, os 12 mensais mais 13º salário e férias. No entanto, em caso de acidente, este número dobraria. “Cada jogador recebeu 28 salários da Chapecoense e 12 da CBF. São 40 salários. O salário é o que estava em carteira, o resto é direito de imagem, de arena e afins. Se o jogador ganhava R$ 50 mil, ganhou R$ 2 milhões à vista, já pagos”, afirmou o vice-presidente jurídico da Chape.

 

Fonte: Esporte – iG 

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