Após desembarcar no Rio de Janeiro, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, subiu a Serra de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, acompanhado de escolta da Polícia Federal para cumprir a pena em seu sítio que fica em um condomínio fechado no distrito de Itaipava. Cerveró deixou a carceragem da Polícia Federal (PF), no Paraná, por volta das 8h40.
Ele decolou às 10h40 do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, sentido Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e chegou a Itaipava às 13h40 para cumprir a pena na casa da família. Ele chegou a ser hostilizado no voo. Os passageiros chamaram Cerveró de “pilantra”, “ladrão” e “safado”. O ex-diretor da Petrobrás não conversou com a imprensa.
O benefício da prisão domiciliar foi concedido após o acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF), e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki.
O ex-diretor deverá cumprir uma série de regras para não perder o benefício. Ele só poderá sair de casa, por exemplo, em caso de emergências médicas e audiências na Justiça. Além disso, também não poderá deixar o país. Durante o período de cumprimento da pena, em casa, que deve durar cerca de um ano e meio, o ex-diretor terá que utilizar uma tornozeleira eletrônica, instalada nesta quinta-feira (23).
Pelo acordo da delação, Nestor deverá devolver mais de R$ 17 milhões aos cofres públicos. Ele assumiu a autoria de crimes como corrupção e desvio de dinheiro. Além da devolução do valor, o acordo também prevê que Cerveró só possa ser condenado a, no máximo, 25 anos de prisão, somando todos os processos pelos quais responde na Justiça.
G1
