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Caso Lavínia: polícia tem outra suspeita

A Polícia Civil investiga a participação de pelo menos mais uma pessoa na morte da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos, enterrada na manhã desta quinta-feira (3), no cemitério Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em clima de forte comoção. Segunda a Polícia Militar, 300 pessoas acompanharam o velório e o enterro.

O principal ponto que ainda não foi esclarecido é como Luciene Reis, que confessou ter matado a criança, conseguiu entrar na casa da família na madrugada de segunda-feira (28) e levá-la sem levantar suspeitas.

As roupas que Luciene e Lavínia vestiram, além do tênis e do cadarço (na foto) – que segundo a polícia foi usado para asfixiar a menina – foram levados nesta tarde para o Instituto de Criminalística Carlos Eboli.

A polícia espera ouvir ainda hoje os pais e o avô de Lavínia.

Imagens reforçam suspeita

O delegado Robson Costa conseguiu imagens do circuito interno de um ônibus que mostra a menina Lavínia na companhia de Luciene. Ele disse que as imagens serão usadas como prova de que a mulher matou a criança.

– Depois que conseguimos imagens, ficou difícil de ela não confessar. A mãe dela ajudou, pediu para a filha ‘começar uma vida nova’.

Segundo o delegado, a suspeita tentava extorquir R$ 2.000 do pai da menina. De acordo com Costa, Luciene dizia ao pai de Lavínia, Rony dos Santos, que o dinheiro seria dado ao seu ex-marido, a quem ela acusava do sequestro da garota.

Com esse argumento, a polícia montou uma estratégia para pegá-la. Santos, com ajuda da polícia, marcou um encontro com a suspeita, dizendo que daria o dinheiro a ela. Luciene compareceu ao encontro e foi levada para interrogatório na delegacia, onde permanece na tarde desta quarta.

Costa diz que, quando a polícia chegou ao quarto do hotel, havia um cheiro forte. Pelo odor, o delegado diz acreditar que a menina tenha sido morta na segunda-feira (28), dia em que ela foi sequestrada.

– Acredito que a Luciene tenha conseguido convencer a menina a sair de casa sem necessidade de força.

O delegado diz que uma testemunha afirmou que viu Luciene perto da casa de Lavínia.

As funcionárias do hotel viram as imagens de Luciene na televisão e chamaram a polícia, pois reconheceram a amante do pai da criança. Elas viram a mulher no hotel.

O delegado disse que o corpo de Lavínia estava de bruços e com uma toalha no rosto. Costa se emocionou e chorou ao dizer que esperava encontrá-la viva, em entrevista ao vivo ao programa Balanço Geral, da Rede Record.

– Apesar de fazer parte da minha rotina, não me conformo como pode alguém fazer isso com uma criança de seis anos.

Desaparecimento

A polícia chegou a cogitar a participação direta do pai ou da mãe, Andréia Azeredo. A primeira versão da história, contada pela mãe, seria a de que Santos havia chegado a sua casa às 3h e, quando acordou às 5h45 para trabalhar, verificou que a janela e a porta do quarto estavam abertas e a menina não estava mais na cama.

De acordo com a mãe, um móvel foi arrastado para perto da janela do quarto da criança e teria auxiliado na invasão da casa.
 

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