Brasília se apropria da marca JK para reverenciar o fundador da cidade
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, bem que tentou usar a sigla JK em domínio na internet, mas o protesto da família de Juscelino Kubitschek levou-o a recuar do desejo de juntar seu nome ao de um dos mais emblemáticos presidentes brasileiros. Maria Estela Kubitschek, filha do fundador de Brasília, protestou contra o uso do nome do pai “para fins partidários e políticos”. Anna Christina Kubitschek, neta de Juscelino, também reagiu e esclareceu: “Quero deixar claro que qualquer homenagem a JK é muito bem-vinda, mas tirar proveito político é errado”.
Desde que começou a ser construída, Brasília reverencia o presidente de sobrenome complicado, de origem tcheca, mas que os brasileiros rapidamente aprenderam a escrever e a pronunciar. Um passeio pelo Plano Piloto e pelas cidades-satélites revela que os brasilienses continuam a homenagear Juscelino e não apenas ele. As linhas arquitetônicas de Oscar Niemeyer estão reproduzidas no logotipo de centenas de empresas. Além da sigla mítica, JK, as colunas do Palácio da Alvorada e da Catedral, as duas torres e os dois volumes, um côncavo e o outro convexo — as cuias, no vocabulário popular —, anunciam comércios os mais diversos, desde retíficas a loja de esquipamento de refrigeração usados, de loja de R$ 1,99 a restaurante de grelhados e assados — as cuias representando panelas fumegantes.
Se em Brasília não existe Avenida Juscelino Kubitschek, como ocorre, por exemplo, em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, a capital do país nomeia seus empreendimentos comerciais com o nome do presidente dos anos dourados. Lojas antigas, como a Retífica JK, em Taguatinga, ou mais recentes, como a imobiliária BSB Confiance, na Asa Norte (que fez o logotipo com a imagem da coluna com a estátua de JK) ou o Shop Jota Ká, na Avenida Comercial Norte, em Taguatinga. A sigla por extenso, Jota Ká, deve-se a um maneirismo técnico. Como JK é um nome muito reduzido para uma razão social, o proprietário, Adalberto Marcelino, decidiu dar nome às letras. Marcelino tem outras duas lojas de R$ 1,99, uma em Anápolis (GO), chamada Vargas, e outra em Goiânia, denominada Kennedy.
Duas grandes lojas, coladas uma na outra, na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Águas Claras, têm o mesmo nome. Pregão JK e JK Refrigeração; a primeira de equipamentos usados, a segunda, de novos. O proprietário das duas, José Goulart, escolheu esses nomes como estratégia de marketing: “É um nome que pega. E pegou na hora”. O sobrenome do empresário não é uma homenagem ao vice-presidente de Juscelino que, mais tarde, com a renúncia de Jânio Quadros, assumiu o poder até ser deposto pelo golpe de 1964.
A mais antiga homenagem a Juscelino nos letreiros de Brasília está no Setor Comercial Sul, o Edifício JK, representante da arquitetura moderna típica dos primeiros tempos de Brasília. Ao lado do JK, estão os edifícios Márcia e Maristela, em homenagem às duas filhas do presidente.
A Candangolândia, cidade que nasceu dos primeiros galpões e residências da Novacap, prefere reverenciar os candangos — Supermercado Candangão e a Padaria Candanga, por exemplo. O Núcleo Bandeirante tem uma pizzaria express Capital, e o logotigo apresenta um chef de cozinha gordinho e guloso mostrando uma pizza que foi assada nas duas cuias do Congresso. Ao fundo, as duas torres de 28 andares. Nesta página, imagens de algumas dessas homenagens a JK e à arquitetura de Brasília.
PB Agora
com Correio Braziliense
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