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Bispos do Nordeste se reúnem em Lagoa Seca e são contra privatizar CHESF

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Contra a privatização. Os bispos que compõem o Regional NE2 da CNBB, formado pelas províncias eclesiásticas de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte expressaram neste sábado ( 29),o seu posicionamento contrário à privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

Reunidos na cidade paraibana de Lagoa Seca, para participar da 52ª Assembleia Pastoral do Regional NE2 da CNBB, os bispos e arcebispos presentes ao encontro entendem que a privatização da Chesf causará um grande impacto, afetando especialmente as populações ribeirinhas, agricultores familiares e ao meio-ambiente.

A exemplo de dom Helder Camara, que em momentos diversos articulou forças com representantes da sociedade e governantes, para defender o desenvolvimento do Nordeste, teve a participação ativa na criação da Sudene. Os bispos do Regional NE2 sentem-se motivados para convocar toda a sociedade a uma maior reflexão sobre as consequências da privatização da Chesf, que viria causar danos irreparáveis ao meio ambiente e à sociedade.

Em agosto, o Ministério de Minas e Energia anunciou a privatização da Eletrobras, controladora da Chesf. A empresa passaria à iniciativa privada, mas a União permaneceria como acionista, embora com participação menor. O governo federal justifica a mudança alegando que a Eletrobras acumula um impacto negativo de R$ 250 bilhões nos últimos 15 anos.

Recentemente em Pernambuco, foi instalada oficialmente a Frente Parlamentar em Defesa da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que tem o objetivo de ampliar o debate com a sociedade sobre a possível privatização da estatal, como foi proposto pelo Governo Federal.

Até o final deste ano, o tema principal de debate da frente será a política de múltiplos usos das águas do rio São Francisco. O objetivo é conhecer a realidade atual e política desse uso, as legislações que a regem, seu funcionamento e quais os riscos da privatização. As águas, além de servirem para a geração de energia, servem para a pesca artesanal, agricultura familiar, agricultura irrigada e consumo humano.

Por usar água do São Francisco para gerar energia, o valor estratégico, o caráter multiuso (abastecimento, pesca, energia) e a importância ambiental do rio são argumentos usados pelos governadores do Nordeste e pela Frente Parlamentar em Defesa da Chesf para aconselhar a não privatização da companhia.

Redação

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