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ATENÇÃO: Uso de Bisfenol-A em mamadeiras pode provocar câncer e diabetes às crianças

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Uso de Bisfenol-A em mamadeiras pode provocar câncer e diabetes

Os pais devem ficar atentos na hora de comprar mamadeiras para seus filhos já que esses produtos podem oferecer riscos à saúde das crianças. Um composto químico chamado Bisfenol-A (BPA), presente no plástico das mamadeiras e chupetas de policarbonato, pode desencadear uma série de doenças crônicas, provocar maior predisposição ao câncer, maturidade sexual precoce e hiperatividade nos pequenos. No Brasil, o BPA é utilizado na produção de garrafas plásticas, mamadeiras e copos para bebês e prejudica pessoas de todas as idades, mas é absorvido com maior facilidade por indivíduos de pequena massa corporal, como as crianças.

O Bisfenol é um composto utilizado na fabricação do policarbonato, um plástico rígido e transparente. O composto químico serve para diluir a resina de poliéster a fim de torná-la mais líquida e facilitar sua laminação.

O endocrinologista João Modesto explica que o Bisfenol é liberado independente da mamadeira ser aquecida. O composto químico se desprende das embalagens e entra em contato com o alimento, contaminando-o. O alimento contaminado é ingerido pela criança. O BPA é liberado em pequenas quantidades mas vai se acumulando no organismo da criança e pode provocar problemas a médio e a longo prazo, como um câncer no futuro e o surgimento de diabetes.

“As pessoas consomem o alimento sem saber que ele está contaminado pelo Bisfenol-A, que atua como um disruptor endócrino, ou seja, de um modo geral ele passa a atuar como um hormônio e como um receptor hormonal alterando o sistema endócrino. Ele interfere na tireoide, pode provocar má formação no sistema reprodutor masculino e feminino, puberdade iniciada mais cedo e problemas comportamentais e cerebrais,” disse o médico João Modesto. O médico ainda explica que é importante que os pais prestem atenção na hora de comprar as mamadeiras evitando assim que os filhos ingiram o Bisfenol-A.

A maior parte da população ainda não conhece os riscos que o BPA oferece à saúde e por esse motivo não toma algumas precauções na hora de comprar utensílios domésticos feitos de plástico. A presença de um composto químico tão prejudicial a saúde humana presente em mamadeiras não era conhecida por Ilson Moura. “Agora eu vou prestar mais atenção na hora de comprar mamadeiras e chupeta para minha filha. Ela estava ingerindo um veneno e eu não tinha a mínima noção. A gente ingere essa substância nociva sem saber e acabamos prejudicando a nossa própria saúde,” disse Ilson Moura.

Garrafões de água mineral, embalagens plásticas e latas de comida e bebida, garrafas de água reutilizáveis (squeezer) também apresentam o BPA. “A população está exposta a todo o momento a essas contaminações. Em pequenas quantidades, é claro, mas a população vai consumindo isso ao longo da vida, sem saber. Como o número de embalagens que apresentam o BPA é muito grande, o composto vai se acumulando no organismo do indivíduo e acaba culminando em altas concentrações”, completou o médico João Modesto. Para o médico, a melhor solução para evitar a contaminação da população seria proibir na Paraíba a comercialização de produtos com Bisfenol-A.

Na cidade de Piracicaba, no estado de São Paulo, foi aprovada uma lei que proíbe a comercialização de mamadeiras, chupetas, alimentos e bebidas que contenham o químico BPA. A produção de utensílios de plástico com Bisfenol-A já era proibida em toda a Europa e em países como Estados Unidos, Canadá, Dinamarca e Costa Rica.

Produtos livre do BPA são mais caros

Nas lojas que vendem produtos para criança em João Pessoa já existe a preocupação de esclarecer a população sobre os riscos que o Bisfenol-A oferece à saúde das crianças. A maioria das mamadeiras vendidas já é livre do Bisfenol e apresenta na embalagem a informação ‘Livre de Bisfenol-A’ ou ‘BPA Free’.

“Existe uma preocupação maior hoje em dia em relação aos malefícios do Bisfenol. Mas a maioria dos pais não tem conhecimento sobre esse riscos, por isso, em todas as vendas os funcionários informam aos clientes o que o uso do Bisfenol-A pode ocasionar,” informou a gerente Adeílda Medeiros. Ela revelou que na maioria das compras que é feita para a loja é dada prioridade ao produtos feitos de propileno, que são livres de Bisfenol. “As mamadeiras e chupetas que ainda existem na loja e são feitas em policarbonato são as que estavam guardadas em estoque. As novas mamadeiras, principalmente as importadas, já são livre de BPA”, completou a gerente.

Além de observar as etiquetas, na hora de comprar as mamadeiras é possível identificar se elas possuem o Bisfenol através da aparência. As mamadeiras que possuem o Bisfenol são totalmente transparentes e mais brilhosas, já as livres de BPA possuem aparência fosca. As que possuem a presença do Bisfenol-A também apresentam no fundo o número sete que geralmente está localizado dentro de um triângulo. Os preços variam, uma mamadeiras livre de Bisfenol-A custa em média R$ 15, já as livres de BPA custam R$ 45.

 

 

PB Agora

com JPB

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