O vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta terça-feira, 17, onde estava internado há 27 dias recuperando-se de uma cirurgia para retirada de tumores na região do abdome. Ele apareceu numa cadeira de rodas e, em uma entrevista de 25 minutos, demonstrou bom humor. “Eu não falo mais de juros. Nos últimos tempos todo mundo está falando, então eu não preciso mais falar”, disse ele. 
 

Ainda na entrevista, Alencar comemorou a alta hospitalar e disse que a primeira coisa que vai fazer, ao chegar no apartamento da família na capital, onde passará alguns dias, será comer arroz e feijão com tempero mineiro. “Estou com muita saudade dessa comida.” Ele ficará, pelo menos, mais duas semanas em São Paulo, fazendo fisioterapia para recuperar a força muscular.

 O vice-presidente agradeceu a Deus, a equipe médica, aos funcionários do hospital e a todos os brasileiros que torceram por sua recuperação. Antes do início da entrevista, a esposa de Alencar, Marisa, colocou na mesa uma imagem de Nossa Senhora do Sorriso, trazida ao hospital, segundo ela, pelo padre Marcelo Rossi. Alencar minimizou as declarações de que possui uma força e coragem incomuns por ter superado mais essa cirurgia.

“Não há ninguém mais normal do que eu. Tenho a sorte de estar bem orientado e de ter o discernimento de ouvir o que dizem os médicos”, destacou. E continuou: “Onde está a coragem para um cidadão que não tem alternativa? Enfrentar a cirurgia não foi coragem, mas uma decisão única.” E complementou: “Não temo a morte. Peço a Deus que não me dê um dia a mais de vida se eu não puder me orgulhar (desse dia).”

Após conversar com os jornalistas, contudo, o vice-presidente deixou o hospital caminhando. E brincou: “Eu posso andar, mas preciso andar com mais destreza, caso contrário, perco a eleição.”

No dia 25, Alencar passou por uma cirurgia para a retirada de tumores na região do abdome que durou quase 18 horas. Esta operação foi a mais radical intervenção cirúrgica à qual Alencar foi submetido na luta contra o câncer. A operação foi conduzida pelo médico Ademar Lopes, com participação da equipe do professor Miguel Srougi.

A equipe médica era formada por quase 15 profissionais, entre oncologistas, cardiologistas, nefrologistas e anestesistas. Após discussão acerca do tratamento adequado – a família consultou especialistas americanos -, os médicos decidiram fazer uma peritonectomia em Alencar. A doença estava localizada na região do peritônio, película que recobre e protege os órgãos dentro do abdome.

Folha

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