Por pbagora.com.br

 

Os computadores de mão que estão sendo utilizados pelos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para coletar os dados do Censo 2010 serão destinados a programas de inclusão digital em escolas públicas e para a realização de entrevistas de programas de saúde domiciliar depois que a pesquisa acabar. Os computadores usados nos postos que fazem a coleta dos dados do censo também deverão ser encaminhados a escolas públicas.

De acordo com o coordenador de tecnologia do Censo 2010, José Bevilaqua, o IBGE adquiriu 150 mil equipamentos smartphones, adaptados para a coleta de dados deste ano. Foram gastos R$ 82 milhões para a aquisição dos novos aparelhos, que tiveram as funções de telefonia e de acesso à internet 3G bloqueadas pela fábrica, a pedido do instituto.

Segundo Bevilaqua, o bloqueio serve para garantir a proteção dos dados coletados e para garantir que os equipamentos não sejam utilizados para outras finalidades. Depois do censo, os equipamentos serão modificados novamente para permitir o acesso à internet por meio de rede sem fio.

No censo deste ano, também estão sendo usados os 70 mil computadores de mão que foram adquiridos para a contagem da população realizada pelo IBGE em 2007. Todos os equipamentos foram comprados em pregão eletrônico, por meio do sistema Compras Net do governo federal.

O coordenador disse que a popularização do uso de telefones celulares e de equipamentos com a tecnologia touch screen, na qual as funções são acionadas com toques na tela, facilitaram o treinamento dos recenseadores. “Nos surpreendeu a facilidade no manuseio do equipamento, o treinamento que demos foi focado apenas na parte conceitual da pesquisa, na sequência de questões”, afirmou.

Bevilaqua contou que a intenção inicial do IBGE era fazer o Censo 2010 com netbooks, que são pequenos computadores portáteis. Mas os equipamentos não foram aprovados pelos recenseadores, que utilizaram os netbooks durante o censo experimental realizado no ano passado em Rio Claro (SP). “O equipamento esquentava, pesava no braço do recenseador e tinha problemas de posicionamento para ler a tela em relação à luminosidade do ambiente”, explicou.

Além disso, os netbooks atraíam mais a atenção de ladrões: em uma semana, cinco computadores foram roubados em Rio Claro. Neste ano, dos 220 mil computadores de mão que estão nas ruas, o IBGE registrou extravio ou roubo de cerca de 100, o que é considerado pelo instituto uma taxa pequena.

 

Agência Brasil
 

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