Aneel faz leilão para compra de energia eólica
Nos próximos dois anos, os brasileiros poderão apreciar com maior frequência o surgimento de parques eólicos, aquelas torres enormes com uma espécie de catavento na ponta, uma visão bastante comum em alguns países da Europa e nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (14/12), a partir das 10 horas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promove o primeiro leilão específico para a compra de energia eólica, com o objetivo de servir de reserva para o sistema. O evento será realizado na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo
Os moinhos de vento produzem energia limpa, isto é, não emitem gases causadores do efeito estufa, acusados de serem os responsáveis pelas mudanças climáticas no planeta. Por isso, um número crescente de pessoas em todo o mundo defende seu uso e isso tem atraído um volume cada vez maior de investidores. Tanto que se habilitaram para este leilão 339 projetos espalhados por oito estados brasileiros, com capacidade total de produção de 10.005 megawatts, 71% do que produz a Usina de Itaipu.
De acordo com o levantamento do Conselho Mundial de Energia Eólica (Global Wind Energy Council), atualmente são produzidos no país 341 megawatts de energia eólica, embora a Aneel tenha autorizado projetos totalizando 5.300 MW, conforme consta do documento Matriz Energética 2030, do Ministério de Minas e Energia. Nos Estados Unidos, por exemplo, maior produtor mundial desse tipo de energia, os ventos geram pouco mais de 25 mil megawatts.
Para a sócia da área de Energia do escritório Trench, Rossi e Watanabe, Maria Beatriz Mello, o leilão deve ser um sucesso. “Todos os grandes players do mercado estão habilitados”, lembrou. E mais: já fizeram investimentos. Beatriz explicou que para receber permissão das autoridades brasileiras para participar do leilão, os interessados tiveram que mapear as áreas de construção dos parques eólicos, provar que o terreno estava disponível para receber o empreendimento (comprando ou alugando a área), e fazer o projeto. “Tudo isso se traduz em gastos”, afirmou.
Correio Braziliense
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