O vice-presidente da República, José Alencar, “segue apresentando melhora do seu quadro clínico”, segundo boletim médico divulgado neste domingo (8) pelo Hospital Sírio LIbanês, em São Paulo, onde ele se recupera de uma cirurgia para retirada de tumores da região abdominal, realizada no último dia 25.

 

De acordo com o boletim, o vice-presidente “mantém a alimentação normal, além de caminhar pelo quarto”.

 

No sábado, Alencar recebeu a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula chegou de helicóptero ao Hospital Sírio-Libanês por volta das 9h50, acompanhado de sua esposa, dona Marisa, e ficou por cerca de uma hora conversando com Alencar e a equipe médica que o atende.

 

De acordo com a assessoria de imprensa da presidência, Lula afirmou que estava bastante satisfeito com a condição de Alencar, que, na quinta-feira (5) deixou a Unidade Crítica Coronariana do hospital e foi transferido para um apartamento comum.
 

Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho, membro da equipe que atende o vice-presidente, o quadro de Alencar é estável. De acordo com Kalil, Lula conversou com Alencar sobre os detalhes da cirurgia, na presença dos familiares do vice-presidente. “Foi mais um grande amigo visitando do que propriamente um presidente.”

 

De acordo com o oncologista clínico Paulo Hoff, a recuperação de Alencar “é fantástica, muito além do que poderia se esperar”. No entanto, a equipe médica afirmou que ainda é cedo para uma previsão de alta para Alencar. Em boletim médico, o hospital confirma que “o paciente continua apresentando melhora”.

 

Lula deixou o hospital novamente de helicóptero sem conversar com a imprensa. De acordo com a agenda oficial, o presidente ficará em seu apartamento em São Bernardo do Campo (SP) durante o final de semana sem compromissos oficiais. A previsão é que ele retorne para Brasília no domingo à noite ou na segunda-feira pela manhã.

 

A cirurgia

A cirurgia, considerada de alta complexidade pelos médicos, é a mais delicada realizada nos mais de dez anos em que José Alencar luta contra o câncer.

Durante o procedimento, foram retirados nove tumores. Para remover o maior deles, com 12 centímetros de diâmetro, foi preciso remover também parte dos intestinos grosso e delgado. Foi necessário ainda retirar dois terços do canal que liga o rim esquerdo à bexiga; os médicos usaram parte do intestino para reconstruir o canal.

 

Também foram removidos pelos menos outros oito tumores menores na região abdominal. No final da operação, os médicos também aplicaram uma injeção com uma solução de quimioterapia para que fossem eliminadas possíveis células cancerígenas.

 

G1

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