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A política de Brasília e a desordem da alma

Nessa semana, o ministro Fachin deu um recado na abertura dos trabalhos do STF: defendeu autocontenção e um Código de Ética para os ministros. Ontem, os ministros Toffoli e Moraes o atacaram: alegaram que os magistrados já são muito limitados pela lei e sugeriram que parte das críticas é ignorância ou má-fé. Fachin, então, cancelou um almoço com os ministros.

Por sua vez, o Congresso Nacional provou que é um tipo de sindicato corporativista. Parlamentares aprovaram um aumento escandaloso para servidores do Senado e da Câmara, que abriu brecha para pagamentos acima do teto. O presidente da Câmara disse que quer elevar a verba de gabinete dos deputados.

O ministro Dino reagiu e, acertadamente, determinou que os Três Poderes revisassem e suspendessem os “penduricalhos” ilegais do serviço público. A fratura está exposta. E a república está em convulsão: roubo por meio do INSS, falcatruas do Banco Master, excesso de poder dos ministros do STF, corporativismo do legislativo, etc.

A desordem da política é fruto da desordem da alma! De servidores públicos a magistrados, encontramos um espírito de autofavorecimento. De ganância por mais dinheiro às custas do povo à luxúria por mais poder, almas desordenadas trabalham para si. E estão tão embriagadas em si mesmas que normalizam o absurdo.

A crise da política brasileira é espiritual e moral. É impossível que a lei e as instituições contenham almas desordenadas. É impossível que venha dos donos do poder uma preocupação com o bem comum. “Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois todas as nações te pertencem” Salmos 82:8.

Anderson Paz


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