A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, nessa quarta-feira (18), uma mobilização para a busca ativa de casos de hanseníase, na Unidade de Saúde da Família Mario Andreazza I e II, no município de Bayeux. Os atendimentos, realizados em parceria com o município, fazem parte do projeto de capacitação do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), para formação dos Profissionais de Saúde no Diagnóstico e Manejo Clínico da Hanseníase, em localidades endêmicas. Nesta quinta (19) a ação chega ao município de Santa Rita, uma das cidades com maior índice da doença na Paraíba.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que acomete principalmente a pele e os nervos periféricos. Por conta do preconceito em relação à doença, muitos pacientes não procuram o atendimento na unidade básica de saúde. “Primeiro o usuário tem vergonha por conta da questão do preconceito. Então ele prefere muitas vezes ocultar a doença ou procurar um atendimento fora do município por vergonha”, explica a diretora de epidemiologia do município de Bayeux, Vanessa Silva. A hanseníase tem cura em qualquer fase da doença e o tratamento é realizado por meio da associação de medicamentos poliquimioterapia – PQT.

A doença se caracteriza por manchas brancas ou avermelhadas que não coçam, não doem e são dormentes que podem atingir: rosto, olhos orelhas, nariz, braços, mãos, pernas e pés A hanseníase é curável e o tratamento está disponível na rede pública de saúde, com acesso e acompanhamento feitos nas unidades básicas de saúde. O assessor do Ministério da Saúde, o dermatologista Maurício Nobre, explica a importância do diagnóstico precoce: “As lesões de pele não incomodam, a pessoa demora muito para procurar o atendimento e tem um comprometimento dos nervos. Se não tratada, a hanseníase pode causar dormência, paralisia nas mãos e nos pés”.

Ainda de acordo com o assessor do Ministério da Saúde, é importante que o município faça a busca ativa para identificar os possíveis casos e os pacientes em tratamento. Após uma análise de saúde epidemiológica, foi detectado que Bayeux, assim como o município de Santa Rita, são regiões hiperendêmicas.

Em 2018, a Paraíba registrou 463 novos casos de hanseníase. Destes, 17 casos novos foram em menores de 15 anos. “É importante identificar as crianças, pois isso significa que o vírus está ativo e circulando”, explica a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas, Ana Estella Pacha. Dos casos do último ano, a taxa de detecção foi de 11,7%, Já a cura foi de 70,8%. Este ano 387 casos novos casos de hanseníase foram registrados e nenhum óbito até este mês.

 

Redação com Secom/PB

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