O governador João Azevêdo prorrogou até o dia 18 de maio as medidas restritivas que visam conter a disseminação do novo coronavírus na Paraíba. As medidas completaram nesta semana 60 dias de isolamento social e para a infectologista e professora da Universidade Federal da Paraíba, Ana Isabel Vieira, a decisão foi muito importante. “Isso fez com que ganhássemos mais um tempo e tivemos casos de forma mais lenta”, disse.

O decreto 40.217, também torna obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos e estabelecimentos comerciais e mantém suspensas as aulas presenciais nas escolas, universidades e faculdades da rede pública e privada do Estado. Com a manutenção das medidas necessárias para o cumprimento do isolamento social, academias, ginásios, centros esportivos, shoppings, galerias, igrejas, centros comerciais, bares, restaurantes, casas de festas, casas noturnas, boates, cinemas, teatros, circos, parques de diversão, lojas e estabelecimentos comerciais considerados não essenciais neste momento, embarcações turísticas, de esporte e lazer seguem com suas atividades suspensas durante o período de vigência do novo decreto.

“Tivemos um prolongamento do tempo de circulação do vírus, mas ao mesmo tempo com um menor dano ao sistema de saúde. E podíamos atender a todos. A precocidade com que a Paraíba adotou a medidas de distanciamento social, e outras medidas correlatas, reduziu a velocidade de contaminação pelo coronavírus no estado. Nós vimos na prática que houve um atraso no pico de casos aqui, dando ao Governo e ao sistema de saúde tempo para aumentar o número de leitos e o quantitativo de equipes de trabalho”, disse a infectologista que também é representante da Paraíba no Comitê Científico do Consórcio Nordeste.

“Na última semana nós registramos um acelerado crescimento do contágio no Brasil todo e aqui na Paraíba também, porque a sociedade relaxou no distanciamento social. Então, a meta de 70% de pessoas em distanciamento abaixou muito – está em cerca de 40%. Se isso não for melhorado, nós vamos começar a ter a sobrecarga nos serviços de saúde, como já estamos vendo em outros Estados”, comentou a infectologista.

 

Redação

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