Idosos e coronavírus: a importância da rotina durante a quarentena é tema de podcast da Rádio Bandeirantes

Com o avanço da epidemia do novo coronavírus pelo país, idosos passaram a temer pela sua saúde, por estarem no chamado “grupo de risco”. Na tentativa de fazer com que as pessoas mais velhas não saiam de casa, parentes e amigos podem estar, muitas vezes, infantilizando o idoso, o que é um erro.

Mas como é possível contornar a situação quando se convive com um idoso? A psicanalista clínica e especialista em bem-estar na terceira idade, Eloah Mestieri, comenta quais são os principais erros e como isso pode comprometer ainda mais a saúde mental de uma pessoa mais velha em isolamento social.

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Trate-o da maneira que você gostaria de ser tratado

“Nenhum idoso gosta de ser tratado como criança, como se fosse um bebê. A infantilização do idoso é um mal que pode fazer com que os idosos se sintam diminuídos e tenham sua autoestima severamente afetada”, explica Eloah. A especialista ainda completa: “Falar expressões como ‘já fez sua malinha?’, ‘já preparou sua comidinha?’ são bons exemplos de como não se dirigir aos idosos.

Pergunte diretamente ao idoso

“Uma prática comum e extremamente agressiva é dirigir-se para a pessoa que está acompanhando o idoso, seja nas compras, seja em consultas, para perguntar questões relacionadas ao idoso. A pergunta deverá ser dirigida ao idoso, que, se não tiver algum grave problema neurológico, estaria em condições de falar por si próprio”, explica Eloah.

Não tire a autonomia

“As pessoas gostam de mandar no idoso, determinar sua rotina, como o horário do almoço, lanche e jantar. Deixe que ele decida o melhor horário para fazer suas refeições, dormir e acordar. Não tire a sua autonomia. Este tratamento apressa seu declínio e tira dele toda a iniciativa e a vontade de viver. Sem propósito de vida, não tem mais motivo para se levantar pela manhã”, encerra a especialista.

Sobre Eloah Mestieri: É psicanalista clínica integrativa, especializada no bem-estar na terceira idade. Tem formação também em PNL (Programação Neurolinguística), Nova Medicina Germânica, Bioalinhamento, Constelação Sistêmica e Análise Transacional. Com rica experiência na área, a especialista fala com propriedade sobre temas como envelhecimento bem-sucedido e socialização na terceira-idade.

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