A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou ontem (28) uma proposta que autoriza a aplicação de testes rápidos em farmácias para diagnóstico do novo coronavírus. Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia da Paraíba (CRF-PB), Cila Estrela, a medida é desnecessária num estado como o da Paraíba.

A medida da Anvisa deve valer apenas durante o período de emergência em saúde pública devido à pandemia. Com a aprovação, estabelecimentos poderão aplicar testes sorológicos para diagnóstico da Covid-19. Em geral, esse tipo de teste, conhecido como teste rápido, usa uma pequena amostra de sangue, inserida em uma plataforma, para detecção de anticorpos para o Sars-Cov-2. O resultado leva em torno de 10 a 30 minutos.

Especialistas e a própria Anvisa, porém, têm apontado limitações neste tipo de teste, como o risco de resultado falso negativo. Protocolo usado pelo Ministério da Saúde para uso desses testes em profissionais de saúde, por exemplo, prevê que esse tipo de exame seja usado apenas após o dia de sintomas, e como ferramenta complementar de diagnóstico, sem que ele seja definitivo.

Em entrevista a imprensa a presidente do CRF-PB, Cila Estrela, comenta que levando em consideração a realidade do Estado, liberar os testes em farmácias não trará grandes diferenças. “Eu não vejo como algo positivo porque o teste já está sendo realizado nos laboratórios de forma mais segura, na minha opinião, por ser um local mais adequado. E não está havendo fila alguma nos laboratórios aqui na Paraíba”, disse.

Ela ainda enfatizou que para o processo ter início, poderá demorar um tempo, já que os estabelecimentos precisarão se adaptar e os profissionais farmacêuticos se capacitar para a realização do teste. “Não é toda farmácia que faz, porque precisa de uma série de pré-requisitos estabelecidos pela vigilância local, que vai monitorar. Tem farmácia que não vai conseguir, tem que ter um espaço adequado. Os nossos profissionais farmacêuticos têm conhecimento para realizar os testes, mas precisamos de treinamento como qualquer outro profissional da área de saúde”, disse.

 

Redação

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