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PB está entre os 16 estados com risco de sofrer epidemia de dengue

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que, dentre os 16 estados com risco “muito alto” de sofrer uma epidemia de dengue no verão deste ano, 12 estão nas regiões Norte e Nordeste.

O novo mapa de risco da dengue foi divulgado nesta terça-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O objetivo do mapa de risco é orientar as ações de prevenção e atenção à saúde para a estação das chuvas neste ano.

Em setembro do ano passado, quando o mapa foi lançado, eram dez os estados classificados entre os de risco “muito alto”.
 

Os 16 estados considerados com risco “muito alto” de epidemia são Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Outros cinco estados foram classificados como de risco “alto” de epidemia (Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Amapá e Roraima). Entre os de risco “moderado”, além do Distrito Federal, estão Rondônia, São Paulo, Paraná. Os de “baixo” risco, segundo o ministério, são Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo o ministro, o aumento nos estados com risco mais elevado se deve a critérios de classificação mais “conservadores”.

Ele informou que quatro estados poderiam ter o risco de epidemia revisto, mas foram mantidos no nível de maior atenção.
 

“Mesmo em relação a estados que poderiam estar saindo da situação de alto risco optamos por manter. Porque neste ano estamos nos antecipando não só em alertar a sociedade, mas na mobilização dos secretários estaduais e parceiros”, afirmou Padilha.

Na próxima semana, o ministro se reunirá com secretários de Saúde dos 16 estados com risco muito alto de epidemia da doença. “A cobrança e a parceria do Ministério da Saúde com esses secretários é a implantação das diretrizes de combate à dengue e a rede de atenção. Os estados têm papel fundamental de apoiar municípios”, disse o ministro.

O Ministério da Saúde também identificou 70 municípios com risco alto de surto da doença. Entre esses municípios, estão todas as capitais de estados, exceto Porto Alegre (RS), São Paulo (SP) e Florianópolis (SC). Esses locais terão a vigilância reforçada, e o Ministério da Saúde fará monitoramento semanal da situação.

As cidades consideradas pelo governo em estado de maior atenção são Rio Branco, Porto Velho e Manaus. Nesta terça-feira, depois de reunião com a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Saúde anunciou um plano de combate que reúne 12 órgãos do governo federal.

Outros 154 municípios estão em situação de alerta e, em 192 cidades, o controle da doença foi considerado satisfatório.

“O mosquito [Aedes aegypti] está presente em mais de 4 mil municípios. Vários deles têm índice de infestação compatível com ocorrência de surto”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Vasconcelos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, no ano passado, o Brasil teve 1 milhão de casos de dengue, a maioria nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Desse total, 15,5 mil foram graves e 550 pessoas morreram por causa da doença.

O novo mapa do risco da dengue no Brasil mostra também as características dos principais criadouros do mosquito da dengue. Nas regiões Norte e Nordeste, o mosquito se reproduz principalmente em caixas d’água, tonéis e poços. Nos estados do Sul e do Sudeste, a maioria dos focos é encontrada em depósitos domiciliares, como vasos de plantas, lajes e piscinas.

O combate à dengue neste verão também ganhou reforço no orçamento. O governo vai aplicar R$ 1,08 bilhão na compra de equipamentos, medicamentos, kits de diagnóstico e em campanhas para informar a sociedade.

Padilha afirmou que a reunião desta terça, com a presidente Dilma e ministros de outras áreas, demonstra o foco do governo no combate à dengue. Segundo ele, o plano de combate não ficará restrito à temporada de verão. Estão previstas ações de longo prazo para o controle da epidemia.

“Queremos nos antecipar à situação que aconteceu no último ano, reforçar as ações multissetoriais e reforçar a integração entre vigilância a atenção. O fato de a presidenta concordar em convocar essa reunião no comecinho da segunda semana de trabalho demonstra a prioridade que ela vai dar para este tema”, disse o ministro.


G1

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