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PB amplia serviços para atendimento das pessoas que querem deixar de fumar

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), tem
realizado uma série de ações e ampliado os serviços de atendimento e
tratamento para os que desejam deixar o vício do cigarro. Além de
participar ativamente das datas que lembram o tema, a exemplo do Dia
Mundial Sem Tabaco e do Dia Nacional de Combate ao Tabagismo –
respectivamente nos dias 31 de maio e 29 de agosto –, a Paraíba tem
realizado ações educativas e preventivas em escolas, repartições
públicas, empresas privadas e locais de grande circulação.

Em toda a Paraíba, existem 40 Centros de Referência para Tratamento
dos Fumantes, onde fumantes podem buscar apoio, de maneira gratuita,
para abandonar o vício provocado pela nicotina. O serviço é oferecido
em Unidades de Saúde da Família, em Centros de Atenção Psicossocial
(Caps), Centros de Atenção Integral à Saúde (Cais), Núcleos de
Apoio à Saúde da Família (Nasf) e Centros de Saúde em 31
municípios. Em alguns casos, os pacientes abandonam o cigarro com menos
de um mês de acompanhamento.

O tratamento nos Centros de Referência para Tratamento dos Fumantes
acontece por meio de programa desenvolvido pelo Ministério da Saúde,
que repassa medicamentos ao Estado. Este, por sua vez, é responsável
pela qualificação das equipes, monitoramento dos trabalhos realizados
nos Centros e pelo encaminhamento do material enviado pelo Ministério.
Os municípios entram com a administração das unidades de saúde, que
vão receber os pacientes.

De acordo com Gerlane Carvalho de Oliveira, coordenadora do Núcleo de
Doenças e Agravos Não Transmissíveis, da Secretaria de Estado da
Saúde (SES), ao procurar um dos Centros, o paciente é recebido por uma
equipe multiprofissional, com médicos, psicólogos, enfermeiros, entre
outros. “Eles passam, inicialmente, por uma avaliação clínica e
começam a integrar um grupo com, geralmente, 15 fumantes, que também
querem se livrar do vício”, explicou.

Com o grupo, o paciente enfrenta quatro sessões – comumente, uma por
semana. Nelas, os fumantes trocam informações e, sobretudo, recebem
orientações de como substituir a ansiedade de fumar. “Por meio de uma
avaliação médica, é verificado se o grau de dependência do paciente
está tão avançado a ponto de ser necessário tratamento
medicamentoso. Cada caso é diferente. Existem fumantes que, na terceira
sessão, por exemplo, sem uso de medicação, conseguem abandonar o
vício”, contou Gerlane.

O uso dos medicamentos acontece sob monitoramento da equipe do Centro.
As recaídas são possíveis e, quando ocorrem, os dependentes voltam a
ser acompanhados. “Mas, independentemente do trabalho do Centro, o
paciente precisa querer se livrar do vício para conseguir vencê-lo”,
destacou a coordenadora. Em média, os Centros formam um grupo a cada
trimestre, mas em cidades maiores, como João Pessoa, esta frequência
é bem maior.

Na Paraíba, o tratamento de fumantes acontece em unidades de saúde da
Capital, que possui cinco centros; Campina Grande, também com cinco; e
Aroeiras com dois. Em 28 cidades existe um centro: Bayeux, Caaporã,
Cabedelo, Guarabira, Belém, Alagoinha, Bananeiras, Solânea,
Esperança, Lagoa Seca, Queimadas, Remígio, Soledade, Taperoá, Cuité,
Monteiro, Sumé, Patos, Piancó, Catolé do Rocha, São Bento,
Cajazeiras, Sousa, Pombal, Princesa Isabel, Jurú, Tavares e Bonito de
Santa Fé.

**Doenças do tabaco** – O tabagismo é considerado pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o
mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto
é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas sejam fumantes.

Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população
masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos
países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população
masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a
participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24%
das mulheres têm o comportamento de fumar.

Na Paraíba, o tabagismo é um dos fatores de risco mais fortes para o
aparecimento de câncer, que é a segunda causa maior de morte. De
acordo com dados da SES, no período de 2001 até agora, o câncer foi
responsável por 25.224 mortes na Paraíba, sendo 12.933 em homens e
12.291 em mulheres. Os óbitos por neoplasias aconteceram em todas as
faixas etárias, entretanto, o maior número de mortes se concentra na
faixa a partir dos 50 anos. Nesta faixa, foram 20.668 mortes, o que
representa 82% de todas as ocorrências.

Os tumores malignos de estômago, fígado, pulmão, mama, útero e
próstata são os que apresentam a maior incidência. “Hábitos de vida
como o consumo de álcool, tabagismo e o stress são situação e
fatores de risco para estes agravos”, comentou a gerente executiva de
Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz.

Para a saúde da mulher, o tabaco também pode causar danos de forma
específica. De acordo com informações do Instituto Nacional do
Câncer (Inca), as mulheres têm risco maior de ter câncer de pulmão
com exposições menores do que os homens. Adenocarcinomas ocorrem mais
em mulheres fumantes do que em homens, e estão associados ao modo
diferenciado de fumar (inalação profunda) e ou produtos voltados para
a mulher. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos
óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por
doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos.

Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos,
nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de
recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de
hemorragia (sangramento) ocorrem mais frequentemente quando a grávida
é fumante. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do
monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a
absorção pelo organismo materno.

 

Secom-PB

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