Profissionais do Laboratório Municipal de Saúde de Patos passaram por capacitação, nos dias 6 e 7 de dezembro, para aprender técnicas de execução do teste rápido para detectar se o paciente tem tuberculose. O treinamento foi oferecido pelo Laboratório Central da Paraíba (LACEN-PB) e pelo Hospital Clementino Fraga, referência em doenças infectocontagiosas,  na capital do estado, João Pessoa.

O treinamento mostrou técnicas de PCR em tempo real que possibilita que seja possível diagnosticar a presença da Mycobacterium Tuberculosis  em até 2 horas no paciente; e também mostrou técnicas de como criar o fluxo de diagnóstico de tuberculose no município que servirá de orientação para todos os profissionais de saúde.

 “Patos, a partir de agora, é referência em diagnóstico de tuberculose no estado e iremos passar todo o nosso conhecimento adquirido para os profissionais do Laboratório Municipal, enfermeiros, médicos e agentes comunitários de Saúde (ACS) das Unidades de Saúde para que eles possam encaminhar os pacientes suspeitos para que seja feito o diagnóstico o mais rápido possível e posterior tratamento”, disse a coordenadora de Laboratório e Farmácia, Germana Leitão.

O teste rápido já é disponibilizado para os usuários da Rede Municipal de Saúde de Patos, através do Laboratório Municipal, que após essa capacitação e o tratamento dos pacientes é oferecido de forma integral e gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

De acordo com a coordenadora, a pessoa que estiver com tosse por mais de três semanas deve procurar uma UBS, onde será solicitado o exame para saber se o usuário está com tuberculose.

O teste rápido molecular para tuberculose é um equipamento de laboratório que detecta a presença do bacilo e realiza o exame através do escarro do paciente e em duas horas tem o resultado. Diagnosticada a doença, o paciente deve iniciar imediatamente o tratamento, que tem a duração de seis meses.

Geralmente causada por uma infecção derivada da bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK), a tuberculose afeta principalmente os pulmões e em alguns casos podem acometer outros órgãos, como rins, ossos e meninges, que são membranas que envolvem o cérebro.

 

Assessoria

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