Por pbagora.com.br

A Secretária de Saúde do Estado da Paraíba já registrou dois casos de leptospirose no Estado, sendo um em João Pessoa e outra na cidade de Campina Grande. A confirmação dos casos foi divulgada ainda ontem, durante visita do Ministro da Saúde José Gomes Temporão.

De acordo com o ministro José Gomes Temporão, o período pós-chuva poderá ser ainda “mais perigoso” para as vítimas das enchentes no Nordeste. Somente na região, ao menos 33 pessoas morreram desde o início de abril. Há 320 mil fora de casa.

“O problema é agora, quando as águas baixam”, afirmou. “Podem surgir a leptospirose, que é uma doença grave, diarreias, hepatites, pneumonia e outras doenças”, disse o ministro.

Nordeste

Até agora, a região do Maranhão registra quatro casos confirmados. As outras duas pessoas contaminadas são de Trizidela do Vale, um das cidades mais atingidas do Maranhão, Estado que mais preocupa o governo.

Segundo o ministro, há indícios de danos na infraestrutura de saúde no Estado, com perda de equipamentos e destruição de postos e centros de saúde nas áreas atingidas.

O sistema de abastecimento de água também foi prejudicado. “No Maranhão, praticamente todo [o sistema de abastecimento] se perdeu, ficou debaixo d’água”, afirmou Temporão. “Você tem que limpar, recuperar todos esses sistemas e, enquanto isso, tem que oferecer água tratada ou hipoclorito de sódio à população”, disse.

O governo ainda não contabilizou o número de doentes nos Estados, mas, segundo o ministro, até o momento não foram detectados surtos “importantes”. Ainda segundo ele, o governo está preparado para qualquer situação “mais aguda que surgir”.

“Do ponto de vista objetivo, é preciso garantir que as pessoas possam ingerir água potável, não contaminada, receber medicamentos, vacinas, soros e material de curativos. Tudo isso foi providenciado.”

Ontem, 15 médicos do Exército chegaram ao Maranhão para trabalhar no atendimento aos atingidos pelas cheias no interior do Estado. Os médicos, sediados em dez municípios, devem ficar nos locais por pelo menos 15 dias. Segundo o Exército, o pedido de reforço médico foi feito pelo governo do Estado. 
 

 

Redação

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