Por pbagora.com.br

Tão tradicional na mesa de Páscoa quanto o peixe e o chocolate, o vinho traz a conotação do religioso à refeição que comemora a ressurreição de Jesus Cristo. Para muitos cristãos, a ideia imediata para a associação entre a bebida e a santidade vem da Última Ceia, quando Jesus fez uso dela como representação do próprio sangue. Nestes tempos de pandemia causada pelo novo coronavírus, o consumo do produto parece que não foi afetado na Paraíba, talvez pelos benefícios que traz segundo especialistas, sendo consumido de forma moderada.

A relação do vinho com o sagrado, entretanto, remonta de antes: para os judeus, ele já compunha a comemoração do êxodo há tempos. Três mil anos antes da última refeição de Cristo com os apóstolos, os egípcios se utilizavam do vinho como líquido para os ungidos. “Os deuses (do Egito antigo) já são representados tomando vinho”, afirma a sommelier Germana Cruxên sobre as escrituras dos tempos dos faraós encontradas pelos europeus.

Depois, o vinho foi citado no Antigo Testamento, no livro do Gênesis. Noé, após o dilúvio, plantava as videiras e se deleitava com a produção. Na Idade Média, a tradição da bebida se manteve, também, graças à apreciação de monges europeus, que cultivaram as próprias vinhas. “O vinho é sagrado em todos os sentidos”, pontua Germana.

Socialização

A melhor das bebidas alcoólicas, como classificam os especialistas, tem contribuições em diversos campos: da saúde do indivíduo ao convívio em sociedade. “Desde quando o homem começou a comer em conjunto, prestando atenção ao que estava comendo, o vinho estava presente”, explica Renato Brasil, integrante da Associação Brasileira de Sommeliers. A bebida, diz, aparece para os apreciadores também como uma oportunidade de socialização. Não é só pelo prazer de consumir algo alcoólico.

No corpo de quem consome – regularmente e numa dosagem controlada -, o vinho realiza proezas no sistema circulatório e no cérebro e interfere para um envelhecimento saudável. Essa relação com a saúde é ampla e de longa data, comenta Germana. Em tempos de guerra, comenta, o produto da uva era utilizado com objetivos desinfetantes e analgésicos. “Em muitas feridas se jogava vinho para sarar. Ele tem uma relação grande com a cura”, afirmou Renato.

Um dos hipermercados da capital confirma que a seção de vinhos é uma das que possui maior aumento nas vendas no período da Páscoa. Para este ano, a rede dobrou seu estoque da bebidas à espera de que o interesse do consumidor na aquisição de vinhos permaneça e a tradição de vendas seja mantida. Apesar da confiança dos supermercados e adegas em suas cartelas vinhos com valores inferiores a R$100, o consumidor tem notado aumento nos preços e demonstrado certo descontentamento. Em João Pessoa, o preço do vinho subiu, em média, R$4,36 em comparação com a Páscoa anterior. As garrafas de vinho tinto seco, por exemplo, que ano passado variavam de R$11 a R$74,99, segundo o Procon-PB, este ano vão de R$12,50 a R$77,90.

Redação

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