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Opinião: acerca de como uma simples “gripezinha” está levando um país em pandemia ao caos

O Brasil caminha para um recorde mundial de infectados e mortos pelo coronavírus.

Tudo bem que não existe cenário bom em pandemia; sequer cenário razoável, porque pandemia é sinônimo de caos. No entanto, poderíamos ter evitado que o Brasil chegasse ao ponto a que ele está chegando.

Juntos e misturados

Para que não chegássemos à situação dramática que nos espera, seria preciso, no que compete ao poder público, a união de todos os entes federativos, desde a Presidência da República até às prefeituras e câmaras municipais.

Mas o que vimos foi a politização, a ideologização do coronavírus.

A começar da maior autoridade do país, o presidente da República Jair Bolsonaro, afrontando a lógica e a orientação da organização Mundial de Saúde. Primeiro, dizendo ao seu povo que não se preocupasse porque o coronavírus seria uma invenção da mídia, mas que de fato não passava de uma gripezinha.

Do outro lado, houve alguns casos de políticos que, se opondo ao presidente da República no campo político-ideológico, também não trataram o assunto com a seriedade que o caso recomenda. Um deles foi o governador de São Paulo, Jorge Dória, bolsonarista de primeira hora, que por uma conveniência pessoal resolveu romper politicamente com o presidente Jair Bolsonaro.

Outro exemplo

Nem todos ex-bolsonaristas, no entanto, agiram com irresponsabilidade com relação à pandemia. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, um direitista confesso e também bolsonarista de primeira hora, foi um exemplo de como se deve tratar o assunto. Até porque, Caiado antes de aliado de Bolsonaro é médico e, portanto, sabe do risco a que o Brasil e o mundo está submetido.

Ronaldo Caiado rompeu com Bolsonaro justamente por discordar da forma como os bolsonaristas resolveram lidar com a pandemia: ele foi à rua enfrentar bolsonaristas que promoveram uma manifestação exortando as pessoas a quebrar o isolamento social, ignorando as orientações pautadas pelo conhecimento científico.

Na condição de médico, Caiado enfrentou os manifestantes e, de dedo em riste, chamando-os de irresponsáveis.

 

Wellington Farias

PB Agora

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