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Mudança de clima: pediatra explica como evitar doenças respiratórias em crianças

Apesar de não ser afetado pelo frio severo, o Nordeste brasileiro passa por uma série de mudanças climáticas que antecedem o inverno. Chuva, sol, tempo nublado e céu azul – tudo em um só dia. A variação costuma afetar a maioria das pessoas, mas são as crianças que muitas vezes são as mais atingidas com doenças respiratórias e quadros virais. Pediatra do Sistema Hapvida, Mailton Fredson explica que são vários tipos de doenças que costumam acometer as crianças.

Ele lista as mais comuns entre dezembro a junho, que podem causar um surto de casos e a superlotação de unidades de saúde com bebês e crianças com os mesmos quadros que incluem febre, coriza e dificuldade respiratória. Os vírus sincicial respiratório, rinovírus, influenza, parainfluenza e adenovírus estão entre as doenças respiratórias. Crises de rinite alérgica e asma também costumam acontecer nesse período de variação das temperaturas.

Para ter menos problemas com a saúde, o especialista aconselha que pais cuidem da imunidade do filho – o que deve ser feito com uma alimentação nutritiva e outros hábitos, antes mesmo dessa época do ano chegar. “É importante uma boa nutrição e hidratação. Crianças em bom estado de saúde terão um sistema imunológico mais competente para combater esses vírus”, lista.

Os pais também devem ter cautela e manter uma rotina adequada de higiene, lavando as mãos e das crianças de maneira regular, evitando contato com pessoas enfermas assim como deixando de ir a locais de grande aglomeração de pessoas. Em casos necessários, o uso da máscara facial é indicado. O calendário vacinal também deve estar atualizado, principalmente com vacinas de campanhas, como influenza, que é administrada e ofertada anualmente devido a sua infecção sazonal.

Assistência médica – Tem sido comum as unidades de saúde com muitos casos de crianças com doenças respiratórias, mas especialista orienta procurar um hospital só quando a febre persistir por mais de 48 horas ou antes, se estiver associado a dificuldade respiratória, grande indisposição física, falta de apetite, vômito, diarreia e manchas no corpo. Ele explica que alguns desses sintomas podem ter relação com doenças graves e devem ser avaliados por um médico.

Escola e memória imunológica – Ao iniciar as atividades escolares, a criança pode apresentar algumas doenças, principalmente quadro virais. O pediatra explica que o fenômeno é causado devido à ‘memória imunológica’, que só começa a existir quando o organismo desenvolve anticorpos específicos contra os agentes invasores.

“Quando as crianças chegam à escola e entram em contato com diversas pessoas, elas acabam sendo expostas a vírus que ela não conhecia e, por isso, desenvolvem diversos quadros de infecção viral. Nesse início da vida escolar uma criança pode adoecer cerca de oito vezes no ano. Ao haver passado por todos esses quadros e possuir anticorpos específicos para diversos vírus, esses quadros se tornam menos frequentes ao ponto de uma criança de seis anos adoecer menos de três vezes ao ano”, explicou.

PB Agora

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