O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires realizou, nessa quinta-feira (23), em parceria com a Central de Transplante da Paraíba e do Distrito Federal, uma captação de órgãos para transplante. Após a confirmação da morte encefálica de um paciente de 53 anos, morador da cidade de Sousa, a família autorizou a doação de múltiplos órgãos. Fígado e rins beneficiarão três pessoas que aguardavam na Fila Única da Central de Transplante. Essa é a primeira captação do ano realizada na unidade de saúde.

Na ocasião, colaboradores da instituição prestaram homenagem à família doadora.  Aplausos preencheram o silêncio do momento e Pedro Jocelanio, 29 anos, filho do doador, expressou emocionado o momento vivido. “A partida do meu pai nos deixou sem chão, mas era uma característica dele ajudar as pessoas. Isso reforça nossa certeza de que ele ajudou a todos enquanto pôde. Estou emocionado, e essa cena dos funcionários aplaudindo nossa passagem não sairá jamais da minha cabeça. Meu pai merecia sim, tudo isso”, declarou.

De acordo com a enfermeira da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Metropolitano, Patrícia Monteiro, o agradecimento a família doadora se faz necessário. “Desde o momento da abertura do protocolo até a confirmação, após exames criteriosos, de morte encefálica, realizamos um trabalho de esclarecimento e acompanhamento junto à família. Atrelado a isso, buscamos sensibilizar, e a família desse paciente nos concedeu a autorização. Um sim, que ajudará a salvar outras vidas. Uma atitude nobre que os nossos colaboradores fizeram questão de agradecer, e a emoção tomou conta de todos”, afirmou.

A equipe médica responsável pela captação dos órgãos veio do Distrito Federal.  “Os órgãos foram ofertados no sistema de doação em nível nacional e a compatibilidade de um dos receptores da lista de espera era do Distrito Federal. Viemos realizar a captação que ocorreu com sucesso”, afirmou o médico Luiz Gustavo Guedes Diaz.

“Tivemos todo o apoio necessário dos técnicos, enfermeiros e demais médicos do Metropolitano. Viajamos todo o país, sempre que necessário, para realizar captações, e estamos admirados com o porte técnico e clínico desse Hospital. O sucesso foi graças ao empenho de todos” acrescentou Gislaine de Albuquerque, enfermeira da equipe de captação do Distrito Federal.

Desde novembro de 2018, a unidade de saúde tornou-se um hospital doador, realizando, desde então, a captação de múltiplos órgãos para transplante, tais como: córneas, rins e fígado, que já beneficiaram pacientes que estavam na Fila Única da Central de Transplante. Em setembro do ano passado, o Hospital Metropolitano recebeu o certificado de ‘Amigo do Transplante’. O título enfatiza o compromisso em promover ações que incentivam a doação de órgãos.

O diretor assistencial da unidade, Gilberto Teodozio, afirmou que as equipes de Assistência e Multidisciplinar realizam continuamente um trabalho de sensibilização com visitantes e familiares sobre a importância da doação. “Esse é um trabalho que envolve várias pessoas e que ajuda a salvar vidas que estão nas listas de transplante, à espera de um doador. Por isso buscamos conscientizar a todos sobre a relevância da família doadora. Nossas equipes são treinadas e humanizadas, a fim de lidar com o momento tão extremo de dor, esclarecendo tudo que for necessário, acolhendo os familiares e dando todo suporte necessário a eles”, pontuou.

Além de realizar a captação de órgãos, o Hospital Metropolitano caminha para o credenciamento em realização de transplante. “Já foi dada entrada na solicitação para habilitação do Metropolitano como hospital transplantador de coração, junto ao Sistema Nacional de Transplante. Com a habilitação, a população paraibana será contemplada com o atendimento em excelência de transplante pelo SUS. Nossa meta é oferecer o transplante de coração o mais breve possível. Respeitando a evolução da capacidade da nossa unidade, para que este programa de transplante aconteça de forma responsável, duradoura e com excelente resultado” frisou o diretor geral, Antônio Pedrosa.

PB Agora

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