Por pbagora.com.br

 O último levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostrou que João Pessoa está classificada como de baixo risco para a reprodução do mosquito. Com um Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,3%, a Capital tem um, a cada 300 imóveis, com risco para a reprodução do inseto. Mesmo assim, é essencial que a população continue fazendo a sua parte com relação às medidas preventivas.

 

Descartar lixo em terrenos baldios, armazenar em casa recipientes com água e destampados ou que possibilitem o acúmulo do líquido são as práticas mais recorrentes que possibilitam a existência de criadouros do Aedes aegypti.

 

“Nós sempre orientamos a população a vigiar suas casas e não deixar somente por conta do poder público. Para combater a dengue e evitar a proliferação do Aedes aegypti é necessário que cada um faça a sua parte”, lembrou a bióloga e chefe da Seção de Controle da Água do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Capital, Ivonete Marques.

 

Para reforçar o papel da população na luta contra a dengue, Zika Vírus e Chikungunya, que são doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a SMS está organizando uma série de ações educativas e de prevenção para o Dia Nacional de Mobilização contra a Dengue, marcado para o dia 25 deste mês.

 

“Nossos agentes de saúde e de endemias já fazem esse trabalho nas visitas domiciliares. Neste ‘Dia D’ nós vamos reforçar essa ação em pontos estratégicos, como sucatas, borracharias, locais de acúmulo de material reciclável, em todos os cinco distritos da Capital”, detalhou Ivonete Marques.

 

Ela informou ainda que serão empregados cerca de 200 agentes de endemias para o evento. Os profissionais farão orientações aos proprietários dos estabelecimentos e ainda a aplicação de inseticidas, se for necessário. “Também vamos fazer um trabalho educativo em algumas escolas do município, porque as crianças são agentes multiplicadores da campanha. Será um verdadeiro ‘faxinaço’”, acrescentou a bióloga.

 

Campanha – Após o ‘Dia D’, a proposta do Ministério da Saúde é que essa força tarefa de combate ao Aedes aegypti seja realizada todas as sextas-feiras até o início do verão.

 

Ciclo de vida – O Aedes aegytpi prefere o ambiente úmido para colocar seus ovos, que podem sobreviver até 450 dias nesse local. Bastam alguns milímetros de água para eles eclodirem e, em uma semana, transformarem-se em mosquitos adultos. O ciclo de vida do mosquito é de 35 dias, mas o número de pessoas que ele pode infectar é ilimitado.

 

Denúncias: Em caso de suspeita de focos do Aedes aegypti em terrenos ou imóveis fechados, os moradores da Capital podem contactar o Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses da SMS através dos números telefônicos 0800-282-7959 e 3214-5718 ou ainda enviar um email para [email protected]


 

 

Secom/JP

 

 

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