Por pbagora.com.br

O vírus da gripe suína (Influenza A H1N1) deverá predominar no Brasil a partir do ano que vem e a taxa de letalidade deverá ser igual ou inferior ao apresentado pela gripe sazonal (comum). Só no ano passado, a gripe comum matou cerca de 70 mil pessoas no país, mas ela deverá perder força em razão do surgimento da nova doença.

A afirmação é do médico infectologista e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Unaí Tupinambás, que lida com doenças infecto-contagiosas há 20 anos. Para ele, esse fenômeno já se consolidou na América do Norte (Canadá e Estados Unidos).

“Nesses dois países, 100% das amostras colhidas dos pacientes com quadro gripal já são da gripe suína. No Brasil, esse índice já está aumentando. A tendência é, à medida que as semanas vão passando, que a incidência do vírus A H1N1 aumente, seja nos casos brandos ou no mais graves. O cenário caminha para que a gripe suína se transforme na gripe sazonal do ano que vem”, explicou.

A explicação para a prevalência da nova gripe sobre a comum se deve ao fato de as pessoas terem desenvolvido resistência, ao longo dos anos, ao vírus da gripe existente anteriormente.

Segundo Tupinambás, com o passar do tempo e com a introdução da nova vacina contra a gripe suína, também haverá acomodação do vírus.

“No caso da gripe suína, é natural que ela ganhe espaço. Porém, também é natural que haja diminuição da incidência dela, pelo fato de que várias pessoas vão passar a ter contato com a doença e, assim, a tendência é de apresentarem melhor resposta em razão de um segundo contágio”, salientou.
 

No entanto, o especialista frisou que isso não é motivo para alarmismo e tratou de minimizar esse novo patamar que poderá ser alcançado pela gripe suína.

“A grande maioria das síndromes gripais – e a nova gripe está incluída nisso – é branda. De cada 100 pacientes, 5 ou 10 irão precisar de cuidados especiais”, afirmou.

Rede hospitalar de Belo Horizonte

O especialista elogiou a iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, que anunciou nesta quarta-feira (5) o atendimento a casos suspeitos da gripe suína em toda a rede pública de saúde. Ao todo, 146 postos de saúde e 8 unidades de pronto atendimento passam a receber pacientes com sintomas da enfermidade.

A medida poderá atenuar o serviço que vinha sendo prestado apenas pelos dois hospitais de referência na capital: o Hospital das Clínicas da UFMG e o Hospital Eduardo de Menezes.

“Não dava para continuar atendendo os casos suspeitos somente em dois locais. Com a verificação de que o vírus estava se espalhando de forma sustentada no país, a abordagem teria de ser refeita”, disse.

De acordo com ele, a partir de agora, as autoridades sanitárias deverão priorizar, nos hospitais de referência, os pacientes com estágio mais avançado da gripe ou os grupos que se mostraram até agora mais suscetíveis à doença.

 

 

UOL

 

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