As campanhas de vacinação na Paraíba vêm sofrendo como em todo o Brasil, reduções drásticas por conta da pandemia do novo coronavírus, e esta realidade pode levar a um novo problema de saúde: o ressurgimento de doenças já erradicadas.

Segundo membros da Secretaria de Saúde do Estado, como a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Isiane Queiroga, campanhas de vacinação como a contra a gripe, tem tido pouca aceitação por parte da população, devido ao medo da população com o novo cornavírus. Ela alerta que a vacina contra a gripe não protege contra o coronavírus, mas é necessária para evitar mortes e agiliza a confirmação de casos do novo coronavírus, porque o médico vai poder descartar a influenza em pessoas imunizadas.

“(A queda no índice) Aumenta o risco de ressurgimento de doenças erradicadas ou em eliminação, doenças imunopreveníveis. Mesmo com as recomendações de permanecer em casa, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde orientam a vacinação de rotina, com as devidas precauções de distanciamento e evitar as aglomerações, utilizando os EPIs (equipamentos de proteção individual) necessários para a ação de vacinação”, disse Isiane.

O serviço de vacinação é essencial e está garantindo, permitindo que calendário de vacinação esteja em dia e os recém-nascidos continuem tomando as vacinas de rotina (BCG e hepatite B) na maternidade. “A recomendação é receber a alta vacinado. Orienta-se a continuidade da vacinação de rotina, em especial de crianças, tendo em vista que as doenças imunopreveníveis são tão prejudiciais quanto a covid-19 e também podem levar ao óbito”, finalizou.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-PB), foi constatado uma redução preocupante nos primeiros quatro meses de 2020. As principais vacinas não conseguiram alcançar sequer metade do público alvo. A BCG, por exemplo, que previne contra tuberculose, registrou apenas 31,62% da cobertura.

 

Redação

 

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