Por pbagora.com.br

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditou ontem (17) a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande. Três crianças morreram nas últimas 24 horas e a unidade deve deixar de funcionar a partir da meia-noite.

Segundo o CRM-PB, essas três crianças morreram com suspeita de infecção por uma bactéria de alta resistência, que é denominada de Pseudo Monaka PC. Não foi informado de onde essas crianças são, apenas que elas morreram nas últimas 24 horas, no ISEA.

A informação é de que a superlotação e o excesso de fluxo de pacientes no local acaba comprometendo o tratamento adequado e favorecendo a infecção por essa bactéria. O ISEA é referência para vários municípios da região de Campina Grande, inclusive para pacientes de alto risco que, segundo o próprio conselho, faz com que haja essa superlotação no local. Para evitar novas mortes, o conselho técnico da própria maternidade, juntamente com CRM e o Ministério Público, decidiram pela interdição técnica-ética. A partir da meia noite não poderão ser admitidos novos pacientes na UTI neonatal. Isso quer dizer que os pacientes que já estão lá serão encaminhadas para outros leitos de hospitais pactuados com a prefeitura. Segundo informação da própria secretaria de saúde de Campina Grande, novos pacientes também poderão ser encaminhados.

Veja a nota do CRM-PB 

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O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditou eticamente os médicos que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande. Conforme o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, que realizou vistoria nesta terça (17), a unidade não tem condições de receber novos pacientes por haver um surto de infecção bacteriana de alta resistência, que ocasionou três óbitos de bebês em 24 horas.⠀

Conforme foi denunciado por médicos do hospital e comprovado pela equipe de fiscalização do CRM-PB, o Isea sofre com superlotação constante, sucateamento e falta de equipamentos que permitem que haja adequada desinfecção, além da falta de profissionais.⠀

“Infelizmente, a UTI Neonatal não pode continuar funcionando desta forma e não tem condição alguma de continuar admitindo novos recém-nascidos”, afirmou João Alberto Pessoa.

Redação

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