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CRM constata 70% dos leitos UTI ocupados e 18% na enfermaria no Hospital Infantil Municipal Valentina, em JP

Conforme análise do Conselho, não há superlotação e pacientes mais graves não são em função do coronavírus, mas de doenças pré-existentes

 

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) fiscalizou, na manhã desta sexta-feira (18), o Hospital Infantil Municipal Valentina, em João Pessoa, referência para o tratamento de crianças e adolescentes com covid-19 na Capital paraibana. Foi constatado que dos 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sete estão ocupados. Na enfermaria, há duas alas: ala A com 30 leitos e 11 pacientes internados; ala B com 30 leitos e nenhum paciente internado. Portanto, uma ocupação de 18% nas enfermarias.

“É importante esclarecermos que das sete crianças que estão na UTI apenas uma está com a saúde descompensada em função da covid-19. As demais já tinham comorbidades, estavam internadas no hospital e positivaram para covid posteriormente, agravando o estado de saúde. Dos sete pacientes na UTI, dois estão intubados”, explicou o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, que esteve no hospital nesta sexta. Ele também explicou que dos onze pacientes internados na enfermaria nenhum deles estava descompensado por conta da covid, mas sim por outras doenças pré-existentes.

Conforme avaliação da equipe de fiscalização do CRM-PB, o hospital está com um número seguro de taxa de ocupação. “Ficamos inclusive preocupados com a subutilização da unidade. O hospital está focado nas crianças e adolescentes com covid e fazendo uma média de 35 atendimentos diários, com quatro a cinco médicos a cada 12 horas. Hoje pela manhã, 13 pacientes foram atendidos e havia cinco médicos”, afirmou Bruno Leandro.

Ele acrescentou que o CRM-PB irá propor aos gestores a ideia de desmobilizar o hospital para ser centro de referência exclusivo covid. “À medida que um hospital com esta capacidade atende apenas pacientes covid em pouca quantidade e encaminha os demais para outras unidades, acaba estrangulando a rede. Crianças com outras doenças acabam tendo dificuldade de acesso a um atendimento de qualidade. Em nossa avaliação, acreditamos que o Hospital do Valentina tem condições de fazer a separação de pacientes covid das demais doenças, sem que haja o risco biológico de contaminação”, disse o diretor de fiscalização.

Durante a inspeção, o CRM-PB verificou também que há abastecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), medicamentos, sedativos, além de profissionais em número suficiente. No entanto, os dispensers de álcool em gel, nos corredores do hospital, estavam vazios.

 

Redação com CRM/PB

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