Por pbagora.com.br

“Não é olhando para o próprio umbigo que ele vai enfrentar essa questão da pandemia”. Essa foi uma das declarações feitas pelo governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) nesta terça-feira (09), ao Bom dia Paraíba, ao rechaçar a forma como  prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD) vem lidando com a pandemia do coronavírus.

Segundo o governador, o prefeito, ao analisar o cenário, não pode fazer uma análise apenas da cidade. “Contratualmente Campina tem que prestar serviço para 70 municípios, porque recebe recursos para isso, não é favor do prefeito. Então ele não pode se limitar a fazer uma análise apenas de Campina Grande. A região toda depende dos leitos de UTI que têm em Campina”, lembrou.

João ainda acrescentou que Bruno foi inconsequente em suas críticas e falas sobre a situação de Campina diante do novo coronavírus, além de apresentar dados errados.

“Foi uma fala inconsequente, baseada em números errados, números que não são verdadeiros. Citou que João Pessoa estaria reduzindo leitos, que João Pessoa teria reduzido leitos, estaria com 75 leitos. Na verdade, João Pessoa tem 212 leitos de UTI, mas do que tinha na época de pico da pandemia, que era de 192 leitos. Infelizmente, esse tipo de declaração, imaginar que nós vamos enfrentar essa situação sem a união de todos, é muito difícil”, rebateu o governador.

Ausência de regulação

Conforme os dados apresentados pelo governador, mesmo no atual cenário em que a pandemia avança por todo estado, a cidade de Campina Grande não permite que se faça regulação dos leitos, como se faz. Atualmente, o município é o único do estado que faz sua própria regulação.

“Eu espero que o prefeito reveja essa situação, entenda claramente que a situação de pandemia, eu sei que ele tá assumindo agora, só tem dois meses de governo, não viveu o que foi o ano passado essa pandemia e eu espero que ele reveja a situação, essa posição de Campina Grande. Primeiro, que não há penalização de Campina. Ele tem que entender o papel importante que Campina tem para preservar a vida de muitas pessoas que moram em setenta municípios. Não é olhando para o próprio umbigo que ele vai enfrentar essa questão da pandemia”, concluiu.

Conta não bate

Apesar da abertura de novos leitos feitas pelo governo no Hospital de Clínicas, destacou, o hospital vive com quase 100% da sua ocupação e o Hospital Municipal vive com 50% da sua ocupação.

“Tem alguma coisa aí que não bate. É isso que nós precisamos entender. Nós precisamos de união, precisamos juntar todos os esforços para que a gente possa distribuir os leitos por cada paraibano, seja ele de onde for, do Sertão, do Cariri, do Agreste, não interessa. Onde tiver um leito de UTI e tiver alguém precisando, alguém vai ter que ser transportado para esse local onde esse leito existir”, afirmou o governador.

 

PB Agora

 

 

 

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