Por pbagora.com.br
Foto: Natinho Rodrigues/Ascom UFPB

O Departamento de Química e Física do Centro de Ciências Agrárias (CCA), no campus de Areia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Brejo paraibano, realiza, nesta terça-feira (1º), às 19h, a palestra “Riscos e impactos da contaminação das águas de abastecimento por esgoto contendo Sars-Cov-2”.

A iniciativa será transmitida pelo espaço virtual do Google Meet. As inscrições gratuitas e limitadas, com direito a certificado de participação, poderão ser realizadas, até o momento da palestra, pelo Sistema Integrado de Gestão de Eventos (Sigeventos).

O debate conta com a participação da pesquisadora Maria Fernanda Espinosa e organização das professoras da UFPB Maria Betania Hermenegildo e Kalline Alves, e da técnica de laboratório Tereziana Silva da Costa.

De acordo com a professora Betania Hermenegildo, o objetivo do debate é discutir sobre a presença do novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas fezes e no esgoto. A ação visa orientar às pessoas sobre os riscos da transmissão feco-oral e alertar a respeito dos impactos nas águas de abastecimento.

“A palestra é uma ação do projeto chamado ‘Monitoramento da qualidade da água de poços utilizadas pela população areiense’. O intuito dele é monitorar a qualidade físico-química da água de poços utilizados pela população de Areia, considerando seus usos preponderantes”.

Devido à pandemia, afirma a professora da UFPB, as ações do projeto foram redirecionadas para informar à população que usa água de poços. Assim, surgiu a ideia de utilizar as plataformas digitais para divulgar dados relacionados à maneira adequada no uso de águas armazenadas.

“Maria Fernanda Espinosa é engenharia civil pela Universidade de Cuenca, no Equador. Tem experiência na área de Engenharia Sanitária, com ênfase em saneamento básico. Atua em temas como tratamento de esgoto doméstico, coleta e análise de dados, tratamento de efluentes, métodos moleculares para quantificação de vírus”, destaca Betania.

A professora da UFPB conta ainda que a maioria da população desconhece a qualidade da água de poço e, mesmo assim, faz uso para os mais diversos fins, inclusive beber.

“São poucas as pessoas que realizam o tratamento prévio antes da ingestão. E quando realizam, adicionam hipoclorito de sódio, sem ter um controle da quantidade. Isso poderá afetar a concentração final e causar a formação de compostos clorados associados com o desenvolvimento de câncer, por exemplo”, explica.

Betania Hermenegildo ressalta que, entre as atividades desenvolvidas pelo projeto da UFPB, estão pesquisas e metodologias de trabalho direcionadas aos parâmetros que devem ser utilizados para monitorar as águas usadas pela população.

“O município de Areia, no Brejo paraibano, possui um grande potencial hídrico, existindo diversas fontes, principalmente de águas subterrâneas. É fundamental o monitoramento das águas dos poços por oferecer risco à saúde humana e/ou comprometer outras utilizações, como a irrigação”, reforça a professora da UFPB.

Pesquisas realizadas sobre a cidade de Areia identificaram águas fora dos padrões de potabilidade. Apesar disso, elas eram utilizadas pela população para consumo, sem a realização de tratamento.

“Foram observadas a ineficiência dos padrões necessários, principalmente no que se refere ao parâmetro turbidez. Isso pode representar risco para a saúde. É preciso haver a filtração da água, seguida de cloração ou fervura, para garantir a segurança microbiológica”, sentencia Betânia.

PB Agora

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