Por pbagora.com.br

O Banco de Leite Humano Zilda Arns, do Instituto Cândida Vargas, em João Pessoa, está precisando de doações para reforçar o estoque neste final do ano. Até setembro, 751 litros de leite foram doados ao órgão.

A coordenadora, Daniela Maciel, considera o volume atual do leite doado favorável para o período, mas admite que quanto mais, melhor. “O estoque não pode cair, ele representa vida para os bebês prematuros”, alerta a profissional de saúde. Ela lembra que a distribuição de leite do Zilda Arns atende uma dinâmica contínua com critérios e protocolos instituídos pelo Ministério da Saúde.

“Um exemplo é que foram doados 107 litros e distribuídos em média de 80 litros no mês de setembro, sendo 40 para bebês prematuros de baixíssimo peso, internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e do Método Canguru, na própria maternidade”, acrescenta Daniela.

Daniela explica que normalmente nos dois primeiros meses do ano, janeiro e fevereiro, o estoque sofre uma baixa em consequência das férias e festas do final do ano. “Esse ano foi diferente por causa da pandemia do novo coronavírus. O número de doações ficou baixo até abril, mas conseguiu melhorar nos meses seguintes. Hoje, o estoque está positivo, mas isso é muito relevante, porque nós temos as festas do final de ano, quando as doações caem bastante. O importante é que o estoque esteja sempre no positivo para evitar que o banco fique sem leite”, destaca.

O Banco de Leite Humano Zilda Arns foi criado no ano de 2010 para dar suporte as mães, internadas na maternidade ou que pariram em outras instituições, públicas ou privadas, e estão com alguma dificuldade, que tenham queixas no período da amamentação, ou até mesmo durante a gestação. “Nosso trabalho é facilitar e incentivar o aleitamento materno até os seis meses de idade ou mesmo até os 2 anos ou mais”, diz a coordenadora.

Como doar – A mãe doadora deve estar saudável, sem nenhum processo gripal, doença infectocontagiosa nem ter tomado medicamento de uso contínuo, como psicotrópicos. As interessadas devem ligar no 3214-1390 ou contato via WhatsApp 98795-8192 e fazer o cadastro e/ou agendamento.

Para coletar o alimento, é preciso lavar as mãos com água e sabão, usar touca e máscara, então coleta o leite em um frasco esterilizado. O Banco Zilda Arns possibilita a doação em domicílio, realizada por uma técnica de enfermagem.

Rota Domiciliar – O Banco de Leite executa o serviço Rota Domiciliar, de grande importância para a coleta do leite humano e abastecimento do estoque. Ele é realizado com mães de qualquer lugar da cidade, que estejam amamentando, que além de amamentarem seus filhos, ainda têm leite excedente para doação. O serviço funciona de forma direta com as mães em suas próprias casas, mesmo neste período de pandemia.

A equipe, adotando todas as medidas de higiene e prevenção ao novo coronavírus, vai à casa da mãe, deixa o kit, que inclui o fraco de coleta, com as orientações necessárias para que ela possa retirar o leite. Depois que o frasco é totalmente cheio, a equipe é comunicada e vai buscar o leite coletado.

O Banco de leite ressalta que “a profissional que irá fazer a coleta utiliza todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a doadora recebe um kit com os recipientes de vidro e tampa de plástico esterilizados, máscara e gorro, para coletar o leite. Após a coleta, o vidro é higienizado com álcool a 70% e armazenado em uma caixa térmica”.

O leite doado, quando chega ao banco, recebe todo o processo de qualidade e avaliação para depois ser distribuído para os bebês prematuros, com critérios de distribuição solicitados pelo médico, nutricionista, dermatologista responsáveis pelo plantão. O leite tem que ter a caloria e acidez necessária para o bebê.

Para as mães internas, tem o posto de coleta dentro do hospital, onde ela recebe orientações a respeito do aleitamento e os cuidados necessários para que a amamentação seja um ato prazeroso, tanto para a mãe como para o bebê.

Redação com assessoria

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