Por pbagora.com.br

A Associação Médica de Campina Grande promoveu um fórum para discutir as medidas e ações que estão sendo tomadas por parte dos gestores da saúde para garantir que os hospitais públicos e privados da região estejam preparados para uma possível epidemia da Gripe A, na região. Desde o surgimento do vírus H1N1, já foram notificados 29 casos de Gripe A na Paraíba, sendo que 18 já foram descartados, quatro estão em investigação e sete foram confirmados (cinco em João Pessoa, um em Cabedelo e um em Tavares). Esta semana, uma pessoa morreu vítima da doença, na Capital.

O “Fórum sobre segurança pública em saúde – debatendo com efetividade a gripe A” foi realizado em parceria com a Promotoria da Infância e Juventude, através do promotor de Justiça Herbert Targino. Cerca de 90 pessoas – entre representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde, do Conselho Regional de Medicina, da Sociedade Paraibana de Pediatria, diretores de hospitais e dirigentes de escolas públicas e privadas – participaram do evento, que aconteceu no auditório da Associação Médica, no Centro da cidade.

Na ocasião, os gestores presentes garantiram que os hospitais públicos estão preparados, caso haja um surto maior da doença. “A secretaria de Saúde se comprometeu a dar condições aos hospitais e a orientação do Ministério da Saúde é que as pessoas procurem as unidades do PSF (Estratégia Saúde da Família), caso apresentem qualquer sintoma e não os hospitais, como está acontecendo”, disse o coordenador do Fórum, o médico Evaldo Dantas da Nóbrega.

Segundo Evaldo, a categoria médica e o MP decidiram fazer o fórum porque a gripe A merece uma preocupação especial de todos os segmentos da sociedade.

“Precisamos debater a real situação dos serviços públicos de saúde em Campina Grande, buscando soluções para o combate efetivo dessa doença. É preciso uma reflexão porque, cada vez mais, as famílias estão ficando inseguras. Estamos nos antecipando aos fatos mais desastrosos e cobrando dos gestores de saúde um efetivo posicionamento e ações que possam tranquilizar pais, famílias, os próprios profissionais da Educação e da Saúde. O que foi nos dito pela mesa técnica (composta por especialistas) é que não há motivo para pânico”, explicou.

Na semana passada, o promotor da Infância e Juventude Herbert Targino recomendou às secretarias de Saúde e de Educação do Estado e do município a efetivação de medidas preventivas e a preparação dos professores e diretores de escolas para que eles dialoguem com pais e alunos sobre a doença, alertando-os sobre os sintomas da Gripe A. “Pedi aos diretores das escolas e professores que intensificassem a higienização das salas de aula. É importante que eles comecem a trabalhar as crianças sobre a sintomatologia da doença e a importância da higiene. Essa é uma medida preventiva. Já o fórum teve como objetivo responder às seguintes perguntas: os hospitais de Campina Grande estão preparados para o aumento do número de casos? Há leitos e estrutura suficiente?”, disse.
 

Assessoria

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