O Transtorno do Espectro Autista –TEA  engloba diferentes condições marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente. De forma resumida podemos apontá-las como: dificuldade de comunicação, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

Cada caso deve ser tratado de forma individual com condutas terapêuticas adequadas para cada indivíduo.

Em João Pessoa, a FonoMais, clínica credenciada da Unimed João Pessoa, possui uma equipe especializada que atende crianças e adultos que estão dentro do espectro autista e que por isso necessitam de um tratamento multidisciplinar.

De acordo com Mariana Carvalho, diretora técnica da clínica e fonoaudióloga, o tratamento do TEA é um desafio sobretudo pela necessidade do fechamento do diagnóstico cedo.

“A intervenção precoce é primordial. Um dos problemas que vivenciamos na nossa cidade é que os médicos responsáveis por fechar os diagnósticos  muitas vezes demoram para o fazer e por vezes fazem uma solicitação de uma intervenção gigante para a criança, que ela mesmo não aguenta e que a família não tem condição de suprir” disse.

Ainda segundo a especialista, na FonoMais, a principal metodologia se baseia na Terapia ABA, tida atualmente como a mais eficaz no tratamento de pacientes com o transtorno do espectro autista.

“Todos os nossos profissionais da clínica são devidamente certificados no método ABA. Contamos com equipe multidisciplinar que traça os planos de intervenção de cada criança que passa a ser assistida de forma individual e adequada para o seu caso” destacou.

Ressalva-se também que os métodos de intervenção devem ser traçados pela equipe após a avalição, pelo fato que existem crianças que não se adaptam ao método ABA por exemplo. Exisitindo assim outras estratégias voltadas também para o tratamento como o DIR Floortime, Denver, entre outros.

Mariana ainda ressalta que a clínica é uma das poucas em João Pessoa que atende planos de saúde e que possui os profissionais e técnicas adequadas para esse tratamento.

“Infelizmente o autismo hoje em dia virou um comércio, mas a gente não pode deixar de atender uma criança porque ela não tem um analista que custa em média R$ 7 mil a avaliação. Não são todos os pais que tem esse poder aquisitivo e nem por isso a gente deixa de reunir a equipe multidisciplinar, traçar um plano de intervenção individual e atuar com a metodologia do ABA” pontuou.

A fonoaudióloga destacou ainda que apesar do tratamento precisar ser feito de forma precoce e assídua, as crianças precisam ser avaliadas de forma que a duração e a metodologia aplicada se adeque à personalidade e fase de desenvolvimento de cada um.

“Criança precisa ser criança acima de tudo” concluiu.

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PB Agora

 


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