Por pbagora.com.br

 Diferente do senador e líder do PSDB no Senado Cássio Cunha Lima que em recente entrevista prévio dificuldades para que o governo Michel Temer terminasse seu mandato o vice-líder do PSDB na Câmara, o deputado Domingos Sávio (MG) demonstra otimismo em relação ao governo Michel Temer, mesmo diante da crise política intensa e do fato de que quase toda a cúpula do Planalto, inclusive o próprio Temer, está na mira da Operação Lava Jato.

Domingos foi uma das principais vozes a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff no primeiro semestre de 2016, quando o processo culminou com a já histórica sessão plenária realizada em 17 de abril, em pleno domingo de Campeonato Brasileiro –, que, em decisão inédita, cedeu espaço na programação dominical da TV Globo para a transmissão integral da votação, ao vivo, da admissibilidade do impeachment. Neste depoimento gravado em vídeo pelo repórter Leonel Rocha, o tucano demonstra otimismo em relação ao governo Michel Temer, mesmo diante da crise política intensa e do fato de que quase toda a cúpula do Planalto, inclusive o próprio Temer, está na mira da Operação Lava Jato.

 

 

 Para Domingos Sávio, dias melhores virão. “Eu não tenho dúvida de que chegará [a 2018] muito melhor. O Brasil está doente, mas o diagnóstico está sendo feito pelo povo brasileiro. E, obviamente, tem que ser feito em um processo de autocrítica, por todos os líderes, seja no Poder Legislativo, no Executivo ou no Judiciário. Reformas precisam ser feitas – mas, acima de tudo, reformas de comportamento, e eu tenho absoluta convicção de que o que está acontecendo nos levará a essas mudanças”, disse o parlamentar.

O depoimento vai na contramão da posição de Cássio que quando confrontado com a pergunta: Michel Temer termina o mandato? declarou: “Vai enfrentar uma dificuldade grande.” Ouça no link: https://goo.gl/DrEQK3

Ao longo da conversa, o senador disse que o Brasil vive “a mais grave e profunda crise da história”, admitiu que o TSE pode passar o mandato de Temer na lâmina e mencionou Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal como alternativa para a hipótese de o Congresso ter de escolher um substituto em eleição indireta.

“A ministra Cármen Lúcia, que é, hoje, a presidente do Supremo, está na linha sucessória, é a terceira na linha sucessória, é uma mulher cuja honestidade e a probidade ninguém discute, que tem experiência, tem capacidade e que poderia cumprir um período de transição. Quando você olha dentro dos nomes da política partidiária, da chamada política tradicional, talvez você tenha alguma dificuldade. É preciso pensar um pouco mais largo.”

 

Redação com Congresso em Foco

 

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