O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) voltou a questionar, nesta quarta-feira (15), a postura do Governo Federal com relação ao sistema financeiro nacional. Ele cobrou novamente reformas efetivas sobre o sistema, tento em vista os lucros abusivos dos bancos que, em 2019, chegaram aos R$ 109 bilhões, o maior lucro dos últimos 25 anos. Veneziano afirma quebrares recursos poderiam, em parte, neste momento de pandemia devido ao coronavírus, estarem sendo utilizados para salvaguardar vidas, caso o governo optasse por reformas sérias que diminuíssem esse lucro “extorquindo o povo brasileiro”.

“Nós vimos os bancos tendo lucros absurdos no ano passado, mas não observamos por parte do Governo Federal medidas que tributem essas somas. Um governo de convicções e posturas ultra-liberais, composto, em seus quadros, por ex-futuros-banqueiros, nunca se permitirá que toquem na ‘menina dos olhos’. Sob normalidade e, ainda mais, sob atípicas situações, o sistema financeiro sorri das desventuras alheias e, ainda por cima, faz pose de filantropo. E a ‘escória’ continua sendo o segmento político. Faz tempo que nós produzimos para saldar obrigações contraídas junto aos mesmos. Nada melhor do que ter um devedor solvente e que sempre fez as honras para a glutonice do sistema financeiro. Afinal, as sacrossantas entidades – mercado, bolsa e bancos – regem a orquestra”, disse Veneziano.

Para ele, há uma prática abusiva nas taxas de juros dos cartões de crédito, cheques especiais ou qualquer outra transação financeira praticada por essas instituições. O senador também considera contraditória a política econômica deste governo, que destina grande parte do Orçamento Geral da União para o pagamento da dívida pública. “A propósito, instado por uma realidade nacional, aonde a ‘cultura da status quo’ prevalece é que continuo com a opinião diametralmente contrária ao estabelecimento de mandatos aos componentes do BAnco Central”.

Veneziano criticou a política econômica conduzida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao citar que, até o momento, o governo não apresentou qualquer pauta positiva para o trabalhador brasileiro. A Reforma da Previdência, a proibição do aumento real do salário mínimo, além da medida provisória (MPV 905/2019) que altera mais de 100 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foram citados pelo senador como retrocesso.

Assessoria de Imprensa

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