Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, à tribuna, senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O pacote de propostas elaboradas pelo governo federal para reformar o Estado brasileiro, que foi entregue ao Senado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, deixou preocupado o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).

Em pronunciamento no Plenário, o senador Veneziano afirmou que o pacote “enviado ao Senado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, precisa ser analisado com cautela. O pacote, que o governo chamou de “Mais Brasil”, foi apresentado por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na forma de três propostas de emenda à Constituição.

Na Tribuna, o senador Veneziano disse que concorda em extinguir muitos desses fundos e também em facilitar a sua acessibilidade, contanto que os recursos não sejam direcionados para a amortização da dívida púbica ou para o pagamento de juros.

– Acabar com os fundos ou permitir que esses recursos sejam acessíveis para que investimentos sejam realizados de combate à extrema pobreza, receberão de nós o apoio. Para amortização de dívidas e pagamento de juros não — disse Veneziano.

O senador garantiu que apoia a proposta do governo de destravar, acabar com muitos desses fundos e facilitar a sua acessibilidade, conquanto que não sejam esses recursos, direcionados para a amortização ou para o pagamento de juros.

“Quando nos debatemos e quando nós nos deparamos com realidades, como são as realidades sociais que se agravam, trazidas aqui com os números do IBGE, com a realidade que se mostra também inflexível no baixo percentual de investimentos que o Governo Federal tem feito, acabar com os fundos ou permitir que esses recursos sejam acessíveis, conquanto investimentos sejam realizados de combate à extrema pobreza, receberão de nós o nosso apoio não para amortização de dívidas, não para pagamento de juros, que são escorchantes” afirmou.

Ainda na Tribuna, o Senador Veneziano disse que o leilão do excedente da cessão onerosa do pré-sal, que arrecadou R$ 69,9 bilhões na última quarta-feira (6), foi um fracasso para o governo, já que a equipe econômica esperava uma arrecadação de R$ 106 bilhões.

“O resultado foi bem aquém. Foram R$69 bilhões em vez daquilo que nós imaginávamos, ou seja, R$106 bilhões, mesmo sendo dois lotes, , o principal deles e um outro paralelamente. Mas a participação se deu, com 95% de recursos da Petrobras. De recursos externos, apenas 5%, chamando-nos a atenção a presença de duas únicas empresas chinesas. É fato preocupante que ninguém pode aqui olvidar, desconhecer” lamentou o parlamentar paraibano.

Redação

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