A ausência de críticas do candidato ao Senado, Veneziano Vital (PSB), ao candidato do PSDB, Cássio Cunha Lima (PSDB), adversários históricos, chegou a soar como uma espécie de ‘coligação branca’ entre os dois nomes que pontuam como primeiro nas pesquisas eleitorais desse ano. Apesar da possibilidade, Veneziano cuidou em desmistificar a tese e revelou o verdadeiro motivo de não usar seu guia eleitoral para ‘bater’, ou seja, criticar Cunha Lima.

Segundo o parlamentar, que atualmente é deputado federal, pelo fato de ter apenas 1 minuto e 22 segundos no guia, por respeito aos paraibanos, prefere usar esse tempo para destacar suas propostas, a exemplo de lutar para direcionar recursos a consecução da obra do ramal do Piancó, para dizer que para região do Sertão pretende trazer recursos para instalação do hospital universitário, para que o Sertão possa ter a duplicação da BR 230, entre tantas outras propostas.

“Se eu uso esse tempo simplesmente para questionar as ações do outro candidato, seria um desrespeito ao eleitor, a aquele que está a nos acompanhar, por isso, naquele espaço não o faço”, justificou.

Ele ainda acrescentou que não faz oposição a pessoas.

“Não é questionar a ele, até porque não faço política movido ou direcionando-me a quem quer que seja. Vocês nunca me ouviram sair da linha e nunca me ouvirão e verão. As pessoas querem ouvir propostas. Na verdade, o guia é um instrumento importante, por mais que se diga que não é assistido nem visto, mas é sim. Então, se eu tenho 1 min e 22 segundos e deixo de utilizá-lo para dizer o que pretendo fazer, não é o certo”, lembrou.

Veneziano, todavia, disse que há muitos pontos que não só ele, mas o paraibano deve refletir na hora de votar. Ele lembrou que PSDB de Cássio Cunha Lima e o PP de Daniella Ribeiro são os verdadeiros candidatos de Temer na Paraíba.

“Por mais que não seja assim que eles queiram se apresentar, eles são. Não dá para não ser. Eles representam a figura do presidente Temer”, ressaltou.

Já sobre os recentes afagos do senador Cássio Cunha Lima ao presidenciável Jair Bolsonaro, Veneziano lembrou que Cássio fez o mesmo com Michel Temer, e que, para ele, esse tipo de postura não era novidade.

“Quando o candidato do PSDB faz afagos a Bolsonaro, nada mais é que o próprio perfil, porque Cássio passou um ano e seis meses afagando Temer, pedindo salvas de palmas, com os olhos marejados dele destacar o grande presidente”, arrematou.

As declarações de Veneziano foram veiculadas durante entrevista ao programa Arapuan Verdade.

 

PB Agora

 


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