Por pbagora.com.br

Em coletiva concedida à imprensa na manhã da última quinta-feira, no auditório do Ipsem, em Campina Grande, o prefeito Veneziano Vital disse que não existe qualquer relação entre sua cassação e a do ex-governador Cássio Cunha Lima. O cabeludo declarou que se houvesse qualquer similaridade, tiraria o boné e daria tchau a Campina e passaria a cuidar da sua vida pessoal.

“Cássio comprou votos e se eu tivesse feito isso, pediria desculpas e iria cuidar da minha vida, mas não existe nenhuma relação. Nunca houve isso, o que houve foi o desespero dos nossos opositores em 2008 e a única coisa que lamento é não poder ser candidato em 2012 para derrotá-los mais uma vez”, desabafou.
 

O que se fez, na opinião do prefeito Veneziano Vital foi uma tentativa de macular a imagem de uma empresa que participou de um processo de licitação legal, ganhou, construiu o centro de saúde e recebeu pela medição feita R$ 50.190. “A gente só lamenta no equívoco porque a decisão se deu através de suposições, probabilidades. Imaginem um juiz decidindo em cima de probabilidades: eu acho, eu penso, eu imagino, não é lógico que fulano tenha R$ 5 mil em casa, não é lógico que o secretário de educação tenha R$ 6,5 mil em casa”, frisou.

Para o cabeludo não há nem de perto relação alguma entre os processos de cassação do prefeito de Campina Grande e do ex-governador Cássio Cunha Lima. “É isso que nós vamos dizer, estou hoje aqui para lhes falar e vou estar amanhã em todos os órgãos de imprensa para falar isso, vou até as empresas que são diametralmente contrárias a nós. Não adianta mais ficar fazendo jogo de cena, precisamos estabelecer que cada um tem a sua corrente”, desabafou.

Água e óleo

Veneziano ponderou que o excelentíssimo juiz Francisco Antunes deu procedência a ação promovida pelo Ministério Público alegando que teria havido suposta captação, de forma ilícita, de recursos para a campanha e isso é como comparar água e óleo. “Essa é uma composição que não se mistura, não existe absolutamente qualquer correlação comparativa entre os processos”, disse.

Para o prefeito o ex-governador CCL foi cassado por comprar votos e viciar o processo eleitoral com os famosos cheques da FAC. “O ex-deputado Gilvan Freire disse que até ele, na época teria sido perguntado se desejaria receber cheques e respondeu que absolutamente não iria aceitar esta forma de conquista de votos. Nós fomos atacados por suposta captação irregular de doação que não se mostrou em nenhuma das sete páginas do excelentíssimo senhor Francisco Antunes. Não existem provas documentais”, ponderou.

Veneziano explicou ainda que não existe nos extratos das contas nenhuma entrada ou saída do cheque em questão. Após a quebra de sigilo bancário do envolvidos no processo não ficou comprovado nenhum depósito de cheque da Saúde para sua campanha eleitoral. E, segundo relatou em seu discurso, “o que houve foi má fé por parte de funcionários ligados a oposição que supôs tal fato e passou adiante, mas eles não conseguiram provar nada”, disse.

“Em momento algum houve transferência ou depósito de cheque para minha campanha. A Maranata que há anos presta serviços ao Estado, a prefeitura de João Pessoa e a de Campina Grande, recebeu por serviços prestados e sacou o cheque no mesmo banco em que estava havendo depósitos de doações para minha campanha. Os valores são diferentes. E isso não comprova absolutamente nada”, finalizou.

Espetacularização

O prefeito Veneziano Vital acusou uma das empresas de comunicação de Campina Grande de fazer espetacularização sobre o caso da sua cassação durante as 48 horas em que se sucedeu. Ele afirmou que o órgão se utilizou de maneira sórdida e desonesta para tentar incutir a força de que ele era uma pessoa desonesta, que tiraria dinheiro do fundo de saúde para colocar na sua conta pessoal. “Este veículo mostrou a sua incredulidade e sordidez quando estampou em uma das suas capas que o depósito havia sido feito na minha conta pessoal.

“Se a própria justiça decidiu por subjetividade, presumiu e não foi possível a comprovação documental do fato, como pode um veículo de comunicação afirmar que fui desonesto? Ou que houve depósitos ilícitos para minha campanha. Isso é, no mínimo, uma atitude irresponsável e tendenciosa”, finalizou.

Veneziano acrescentou ainda que na época em que acontecia o processo do então governador CCL, ele jamais se pronunciou a respeito do fato, diferentemente dos seus opositores que tripudiaram contra sua imagem, tentando macular a todo custo a sua administração a frente de Campina Grande. “Quando me questionavam a respeito do assunto, por ter boa formação e educação sempre dizia, essa é uma decisão que cabe apenas ao judiciário e não a mim”, desabafou.


Contas aprovadas

Veneziano Vital destacou ainda que suas contas foram aprovadas na Justiça Eleitoral e acrescentou que o próprio excelentíssimo juiz, Francisco Antunes não afirmou se está comprovada a transferência. “Ao contrário, ele mesmo não afirmou se está comprovada a transferência para a conta de campanha ou conta pessoal. A inconformidade e o desespero dos meus opositores sobre a minha vitória estão os levando à loucura”.

Para Vené, os mesmos juízes que analisaram e aprovaram as contas de campanha irão mais uma vez analisar o tal cheque. Sãos os mesmos magistrados que em agosto do ano passado não viram qualquer irregularidade na operação. “Acho até melhor porque duas cabeças pensam melhor que uma então o mesmo colegiado contendo sete juízes irão analisar novamente o fato para decidi pela manutenção do juiz campinense ou pela manutenção de um posicionamento que a própria corte tomou, há exatos oito meses. Agora é esperar, mas estamos plenamente confiantes na justiça”, finalizou.

 

Simone Duarte


PB Agora

 

 

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