MOÍDO NA EDUCAÇÃO: importante faculdade particular de João Pessoa aumenta reajuste e deixa representação de estudantes de fora da discussão

Apesar dos reajustes das mensalidades serem uma prática rotineira nas instituições particulares de ensino em todo o país, um em especial vem causando grande polêmica na Paraíba. Trata-se do último reajuste sancionado pelo Centro Universitário de João Pessoa, o Unipê.

Segundo informações do presidente do Diretório Central dos Estudantes, João Augustinho, a entidade está pensando apenas nos lucros, já que, segundo ele, a instituição majorou os custos, principalmente do curso de Direito. Conforme Agostinho, ao final desse semestre os alunos pagavam uma mensalidade no valor de R$ 781 reais e agora, já foram comunicados que pagarão, a partir do próximo mês, a bagatela de R$ 842 reais.

Ainda de acordo com o dirigente, o aumento teria pego todos os alunos de surpresa, visto que foi dado no momento de final de período, quando vários alunos já iniciaram o recesso e a entidade está praticamente esvaziada.

Para piorar a situação, o DCE, conforme o dirigente foi excluído das negociações, mesmo possuindo uma cadeira no Consuni (Conselho Universitário)
“O DCE não foi comunicado, temos assento no Consuni, que é o órgão elaborado pela universidade para discutir esse aumento. Esse órgão é composto por seis fundadores e um representante do DCE, e o Unipê disse que discutiu diretamente com os alunos e por isso não convocou o DCE, mas o que sei é que não houve essa reunião, o aumento foi aprovado de maneira arbitrária, sem a nossa convocação”, relatou o dirigente.

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João Agostinho também criticou o que classificou de tratamento ditatorial dispensado pela reitoria da Unipê ao DCE. “Vivemos uma verdadeira lei da mordaça, pois a Unipê conseguiu uma liminar multando em R$ 20 mil, os estudantes que, por ventura, fechem os portões ou façam mobilizações no Campus”, disse.

Atualmente a Unipê conta com quase 10 mil alunos, a maioria deles estudantes do curso de Direito.

MAIS CRÍTICAS.

O presidente do Diretório também criticou a distribuição de Bolsas de Estudo. Para ele, por ser a Unipê uma entidade filantrópica (sem fins lucrativos), essas bolsas deveriam receber outros critérios para distribuição e, em vez disso, são repassadas 125 bolsas para o Governo do Estado sortear via Enem.

“É relevante que a filantropia seja respeitada e os recursos voltem para o alunado com livros, qualidade de ensino, pois o que vemos é que o dinheiro está sendo praticamente destinado para financiar o novo curso Medicina , previsto para ser iniciado em 2015”, completou o dirigente.

A reportagem do PB Agora tentou contactar a professora Ana Flávia Pereira da Fonseca, reitora do Unipê para mostrar o outro lado da denúncia, mas seu telefone estava desligado.

O PB Agora ainda se coloca a disposição para abrir espaço para o contraditório, com a resposta da instituição para as denúncias do dirigente.

FILANTROPIA

Os donativos a organizações humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, direta ou através de organizações não gobvernamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados actos filantrópicos.

 

 

 

Com informações de Henrique Lima

PB Agora

 

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