Por pbagora.com.br

Indicada a futura ministra da Agricultura no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) concedeu incentivos fiscais à empresa JBS na mesma época em que arrendou propriedade ao grupo. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a futura ministra ocupava a Secretaria estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção de Mato Grosso do Sul ao mesmo tempo em que arrendava uma propriedade aos irmãos Joesley e Wesley Batista para criação de bois.

A defesa afirma que a deputada assinou contrato com a JBS apenas para renovar um contrato iniciado por sua mãe e que “não há impedimento legal ou moral”.

Os incentivos fiscais concedidos pelos governos do Mato Grosso do Sul é um dos temas da delação premiada da JBS com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo as investigações, os empresários pagaram R$ 150 milhões em propina entre 2003 e 2016, nos governos de André Puccinelli (MDB), Zeca do PT (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB). Tereza Cristina foi secretária estadual entre 2007 e 2014.

O delator da JBS Valdir Aparecido Boni entregou à PGR cópias de documentos que tinham a assinatura de Tereza Cristina, então secretária estadual. Quando prestou depoimento, em maio do ano passado, o delator não foi indagado, segundo a Folha, sobre o papel da deputada no esquema. Boni e outros delatores relataram que durante o governo Puccinelli, a JBS conseguia com o governo estadual um acordo para obtenção de crédito destinado a empresas que queriam construir ou ampliar fábricas – crédito que era previsto na legislação estadual. Em contrapartida, os empresários acertavam com Ivanildo Miranda, operador de Puccinelli, o pagamento de propina de  20% a 30% do valor obtido com os créditos.

Puccinelli está em prisão domiciliar desde julho.

Boni entregou, em agosto, uma complementação ao acordo de delação que incluía três aditivos a contratos assinados por Tereza Cristina no final do governo Puccinelli, em 2013. Sete meses depois, candidata a deputada federal, ela recebeu doação de R$ 103 mil da empresa para sua campanha.

 

Redação 

 


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