A Câmara Municipal de João Pessoa tem vivido nos últimos dias apenas troca de ofensas e acusações por parte de seus parlamentares de situação e oposição. Ontem, quarta-feira (13) até choro foi flagrado no vereador Renato Martins (PSB) que recebeu várias acusações durante sessão realizada na Casa de Napoleão Laureano.

 

Nesta quinta-feira (14), véspera de feriado, o clima já foi de sol quente. O vereador Zezinho do Botafogo (PSB) se ofendeu após o parlamentar de mesmo partido Renato, ter insinuado que Câmara era balcão de empregos na prefeitura da Capital.

 

Zezinho rebateu e disse que está sendo muito insultado na Casa, pediu respeito e disparou: “não fique insinuando que eu fico em duas situações, defendo o governo que eu acredito, mas não sou subserviente nem ao governador Ricardo Coutinho (PSB), nem ao prefeito de Luciano Cartaxo (PT)”.

 

Ele disse ainda que não é parlamentar de ficar pedindo cargos para governo ou prefeitura e que nem ele, nem Renato, mandam na Câmara, mas o povo é o dono da Casa.

 

Renato tinha dito que a Câmara não deveria ser um birô de negócios da prefeitura e ainda se queixou de ter o tempo reduzido em relação aos demais colegas que ocupam a tribuna.

 

Depois deste caso ainda teve mais…

 

Renato também disparou contra o vereador Dinho (PR) que teria acusado o socialista de insuflar o tumulto em uma audiência pública realizada na última segunda-feira (11). Segundo Renato, Dinho teria dito que ele mereceria ser acionado na Comissão de Ética.

 

"Eu me inspirei nos grandes pensadores da humanidade e, se Jesus Cristo sofreu, por que eu não haveria também de sofrer? Se a ética do povo nas ruas é diferente da ética desta Casa, devo ir mesmo à Comissão de Ética porque eu estou em sintonia com o povo, com os pais de família que deveriam ganhar mais. Lamento que o vereador Dinho tenha defendido esse tipo de tratamento a um detentor de mandato legítimo que veio para cá lutar para que a Câmara não vire um balcão de negócios do poder executivo", afirmou Renato.

Dinho pediu um aparte e negou que tenha sugerido a denúncia do colega.

" Eu não disse isso. Nem mencionei seu nome no meu pronunciamento. O que eu disse foi que a mesa diretora deve tomar providências para que nenhum vereador deixe se instalar no plenário a desordem. Se não houver providência, vereador vai levar tapa e a Câmara pode sofrer vandalismo. Mas, tenho que dizer, com todo respeito, que a TV Globo está perdendo um grande artista, que é vossa excelência".

 

Sobre a questão de Zezinho e Renato, o vereador Djanilson da Fonseca (PPS), repreendeu o socialista pela expressão "birô de negócios":

"Vossa excelência é um grande orador, mas usou palavras bonitas para dizer que nós negociamos com a prefeitura. O senhor pode fazer oposição à prefeitura, mas não deve fazer oposição a seus colegas. Isso é ruim não para a imagem de um ou de outro, mas para a imagem da Câmara. Nós não fazemos negócios".

 

Renato então voltou a falar e negou a acusação de que alguém fizesse negociatas na Câmara.

"Eu apenas disse que meu mandato é contra esse tipo de prática. Não acusei ninguém de nada!".

 

 

Redação

 

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