No Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, o deputado estadual Jeová Campos (PSB), fez questão de protestar contra o ato do deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) que arrancou e destruiu, nesta terça-feira (19), um quadro que estava exposto na Câmara dos Deputado. A obra fazia parte de uma mostra que denunciava o genocídio da população negra no Brasil. “É necessária a punição contra esse episódio. O parlamentar podia até se sentir ofendido, já que é militar e a obra fazia uma menção crítica ao papel da polícia, mas, jamais teria o direito de destruí-la. A arte é universal e cada um extrai dela suas impressões. Destruir um quadro porque não concorda com o que está sendo mostrado é interferir na expressão do artista, é censurar, é cercear a liberdade de expressão e vivemos numa democracia, onde não cabe esse tipo de atitude”, argumentou o parlamentar paraibano.

A mostra tem vários quadros e dados que trazem informações sobre a taxa de homicídio de jovens negros pardos no Brasil, que chegou a 185 para cada 100 mil habitantes em 2017 (3x maior que a dos brancos), segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea). A obra em questão era uma charge de Carlos Latuff que trazia um policial com uma arma na mão se afastando de um corpo de um homem caído no chão e algemado, envolto na bandeira do Brasil. Para Jeová Campos, a atitude racista do Coronel Tadeu precisa ser repudiada por todos os brasileiros e pela Câmara dos Deputados, através de seu Conselho de Ética.

“Neste Dia da Consciência Negra, eu saúdo todas as matrizes africanas que são responsáveis pela riqueza desse país e pela construção desse país, notadamente o Nordeste do Brasil. Sem os mesmos, os brancos não seriam tão ricos. Mas, é importante nesse dia protestar contra o deputado que praticou um ato de racismo violando uma obra artística É necessária a punição contra aquele deputado porque isso deseduca a população, planta o ódio nas crianças. Chega de impor o sofrimento aos negros e negros dessa nação!”, repudiou Jeová.

 

Redação 

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