Por pbagora.com.br

Tucano foi envolvido em polêmica com centrais que emitiram manifesto.
No domingo, ele foi acusado de mentir autoria de medidas pró-trabalhador.

Arquivo/Helia Scheppa/JC Imagem/AE)Em meio à polêmica com as centrais sindicais, o candidato do PSDB, José Serra, confirmou presença em encontro nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT) nesta quarta-feira (14) em São Paulo. O comparecimento de Serra ao evento não constava da agenda prevista do candidato, que acabou confirmando apenas na terça-feira o convite feito havia cerca de 15 dias. A participação no evento da UGT tornou-se importante do ponto de vista político depois de as centrais soltarem manifesto, no domingo, acusando Serra de mentir ao dizer que foi autor de medidas a favor dos trabalhadores.

No domingo, cinco centrais sindicais – Força, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central – divulgaram manifesto no site do PT acusando Serra de “impostura e golpe contra os trabalhadores”. Os sindicalistas alegam que o tucano mentiu ao dizer que foi o responsável pela criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do seguro-desemprego.

A UGT afirmou que tanto Serra quanto a presidenciável do PV, Marina Silva, participarão do encontro, onde será entregue um “manifesto à nação”, com propostas trabalhistas da entidade para os candidatos. Desde a fase de pré-campanha, o tucano diz ser o autor das iniciativas. As centrais, no entanto, afirmam que o autor do projeto de Lei n.º 991 de 1988, que deu origem ao FAT, foi o ex-deputado Jorge Uequed (PMDB-RS).

Os tucanos alegam que o artigo 239 da Constituição, proposto por Serra, garantiu recursos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) para o financiamento do seguro-desemprego. Também dizem que em 1989 Serra propôs o projeto de lei 2.250, que regulamentava o seguro-desemprego e criava o FAT. Na tramitação na Comissão de Trabalho, na Câmara, foi feito texto substitutivo, que acabou juntando as duas propostas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
 

 

G1

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