Por pbagora.com.br

Serra critica apoio do MST a Dilma e Marina defende atuação da petista contra a ditadura

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou nesta segunda-feira (26) o apoio do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) à candidata do PT, Dilma Rousseff. A petista ficou sem eventos públicos hoje e fez testes de gravação para a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Em sabatina promovida por um portal de notícias, Marina Silva (PV) defendeu a atuação de Dilma contra a ditadura militar e criticou o rótulo de “terrorista” que adversários tentam dar à ex-ministra.

Em encontro com empresários em São Paulo, Serra afirmou que o MST apoia a candidata do PT para manter as invasões de terra, em um possível governo de Dilma. Para Serra, que citou entrevista recente de um dos líderes do movimento, João Pedro Stédile, o MST declarou para Dilma porque, em eventual governo dela, os sem-terra poderão continuar as invasões de propriedades.

– Não é para reforma agrária que o MST existe. O MST é um movimento, um partido revolucionário, seria uma versão bolivariana de extrema esquerda. Eu defendo o direito de eles pregarem suas ideias, o que sou contra é dar dinheiro [do governo] para isso.

Marina

Em São Paulo, a candidata do PV foi sabatinada pelo portal Terra. Marina condenou o rótulo de "terrorista" dado à ex-ministra, que na juventude participou de grupo político que lutou contra o regime militar.

– Acho que ela lutou pela democracia, não acho correto ficar chamando ela de terrorista.

 

Marina disse ser contra o julgamento de militares que praticaram de tortura durante o regime militar, porque a "anistia foi para todos". Ela, no entanto, é favorável à criação da Comissão da Verdade no Congresso Nacional para apurar os crimes políticos ocorridos na época.

– Sou favorável a se tirar esses cadáveres do armário.

Questionada por internautas sobre qual candidato apoiará no segundo turno, caso não continue no pleito, Marina disse que o assunto só será tratado no futuro. Marina afirmou que hoje não se sente mais próxima nem de Dilma, nem de Serra porque seus adversários têm um perfil gerencial e desenvolvimentista.

– Os dois são muito parecidos, são muito eu, eu, eu, eu.

R7

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