Por pbagora.com.br

Com doses de vacina contra a Covid-19 se esgotando, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) se uniu ao apelo dos governadores e prefeitos na cobrança ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para acelerar a chegada de novos imunizantes. Veneziano voltou a cobrar um cronograma para a entrega das doses, tendo em vista que, na Paraíba, cerca de 80% das cidades não possuem mais doses para aplicar na população.

O senador Veneziano também expressou extrema preocupação com a ausência de uma programação de remessa das vacinas pelo Governo Federal. “Isso tem gerado, em diversos municípios paraibanos, uma situação de gravidade significativa, realidade essa de outros estados que necessita de uma resposta urgente do poder Executivo Federal”, disse, destacando ainda que já estamos nos aproximando de 30 dias do início da vacinação, com uma perspectiva de alcançar, apenas, 3% da população brasileira vacinada. “Neste ritmo, não vai se concretizar o plano do governo de vacinar, até junho, metade da população brasileira, infelizmente”, comentou.

Desde o início do processo de vacinação no mundo, o Brasil só aprovou a compra de dois tipos de imunobiológicos: CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e a AstraZeneca, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “A carga de vacinas dos laboratórios não é suficiente para a alta demanda do país”, disse o senador.

Para o presidente da Federação das Associações dos Municípios Paraibanos – Famup, George Coelho, o país e as autoridades precisam pressionar o ministro Eduardo Pazuello para a negociação com mais laboratórios. “Precisamos urgentemente que o ministro Pazuello entregue as vacinas para os municípios. Sabemos do aumento de casos e os prefeitos estão preocupados com isso. É extremamente importante que tenhamos uma segurança na entrega de vacinas para que não pare, de forma alguma, essa vacinação e que a população beneficiada seja ampliada”, ressaltou George Coelho.

Segundo ele, a maioria dos municípios possui apenas imunizantes referentes à vacinação de segunda dose, para os que já foram vacinados. “Os municípios estão começando a registrar falta de vacinas. Cerca de 80% só tem a segunda dose estocada, para os profissionais de saúde. Municípios como Itabaiana, Monteiro, Cajazeiras estão praticamente sem vacinas, por exemplo”, afirmou o presidente.

A Famup, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e todo o movimento municipalista manifestaram ontem (17) uma nota de indignação com a condução da crise sanitária pelo Ministério da Saúde. Juntos, os representantes das cidades solicitam a troca de comando da pasta.

Assessoria de Imprensa

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