Por pbagora.com.br

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou nesta quinta-feira (24) que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) encerrou o trabalho de reformulação administrativa encomendado pela Casa em maio, como resposta à crise que dominou a pauta institucional neste ano. Segundo Sarney, um “Conselho Diretor”, comissão de servidores de carreira, conclui há dois dias a análise do estudo, que será distribuído aos senadores para apreciação em duas ou três semanas. Em seguida, haverá deliberação do plenário.

Sarney garantiu que as recomendações da FGC reduzirão em até 40% da máquina administrativa do Senado, que passaria a contar com apenas sete diretorias (a Casa já chegou a ter 181 setores de comando). “Além de toda uma organização modernizante, [o trabalho] vai, sem dúvida, ser um exemplo para a organização administrativa no Brasil”, declarou o peemedebista.

 

Apontado como um dos principais responsáveis pela crise que abalou o Senado desde fevereiro, quando tomou posse pela terceira vez na presidência, Sarney anunciou ainda que são 511 – e não 500, como fora divulgado anteriormente pela Diretoria Geral – os cargos extintos, mesmo sem ainda terem sido preenchidos, que seriam destinados aos aprovados em concurso público.

Com os anúncios, Sarney pretende dar mais uma demonstração de que chegou mesmo ao fim a crise institucional – que, em cerca de sete meses, trouxe à tona casos como a emissão de atos administrativos secretos, supostas irregularidades em operações de crédito consignado para servidores (operadas por um de seus filhos) e contratação de parentes e aliados. As seguidas denúncias contra Sarney e membros de sua família culminaram com a “ressurreição” do Conselho de Ética, que, com ampla maioria governista e “tropa de choque” a postos entre os integrantes, acabou por arquivar todas as denúncias contra o peemedebista.

 

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