O hoje vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (Solidariedade) renunciou ao mandato de deputado federal, ainda em 2016, com o sonho de se tornar prefeito de João Pessoa, em 2018, diante da iminente possibilidade de o prefeito Luciano Cartaxo (PV) deixar o mandato para disputar o cargo de governador da Paraíba.

As eleições estaduais chegaram e Júnior teve as pretensões frustradas. Cartaxo permaneceu no mandato. Insatisfeito, o vice disputou uma vaga na Câmara Federal, mas acabou abarcando uma derrota. Os dois se distanciaram politicamente, mas, em janeiro desse ano voltaram a aparecer juntos em solenidades.

Manoel Júnior começou a fazer o caminho de volta para tentar retomar o apoio de Cartaxo para ser o candidato do prefeito à sucessão municipal. Apesar dos acenos, o gestor, até agora não deu esperanças a Manoel Júnior. A última vez que os dois trataram sobre sucessão 2020, conforme informação do próprio Manoel Júnior, foi em fevereiro desse ano.

Agora, em julho, Manoel Júnior, ainda sem a certeza do apoio de Cartaxo para o próximo pleito, começa por si só a mexer os pauzinhos das articulações partidárias.

Nesta sexta-feira (26) o vice-prefeito deu o primeiro passo – apareceu na convenção estadual do MDB e deixou em aberto uma possível aliança entre o partido que ele preside, o Solidariedade, e o partido que Zé Maranhão preside, o MDB. Este último  por muito tempo também foi morada do vice-prefeito, inclusive à época em que se elegeu vice-prefeito da Capital. Lá, Júnior não escondeu a intenção de querer marchar junto ao MDB no próximo pleito.

“Vim aqui, não só prestar a solidariedade de nosso partido, mas também dizer a Maranhão que temos embates futuros, (e) em 2020 e 2022 queremos (Solidariedade) estar juntos também com o MDB”, disse.

Sobre a concretização dessa aproximação Júnior deu uma resposta retórica, acenando que a aliança é possível. “Quem sabe? Pensamos e agimos, dentro de um campo da política paraibana, na mesma sintonia”, ponderou.

Júnior, todavia, não disse se pensa em disputar a prefeitura de Pedras de Fogo, cidade que o consolidou como político, ou se mira mesmo na Capital. Ele ressalta que ‘nesse momento não pensa na disputa’. Seu foco, por hora, é a construção do Solidariedade e seu “compromisso” com a gestão na capital paraibana.

Em tempo: se não conseguir se eleger em 2020, será a primeira vez, em mais de uma década, que Júnior ficará sem um mandato para chamar de seu.

 

PB Agora

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