Por pbagora.com.br

A segurança pública da Paraíba está em crise. Mais de 100 municípios do estado estão sem delegados, o equivalente a quase 50% do território.

A informação foi dada pelo secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Gustavo Gominho, que revelou que atualmente apenas 255 delegados estão trabalhando efetivamente nas delegacias, menos da metade do que seria necessário para preencher a estrutura disponibilizada pela, que é de 600 profissionais.

O número de profissionais em exercício é menor que o número de delegacias. São 255 profissionais para 278 delegacias existentes nos 223 municípios da Paraíba. Vale ressaltar que em cidades como João Pessoa e Campina Grande o número de delegacias chega a quase 30, por causa das distritais e especializadas. Assim, o número de unidades distribuídas pelos municípios do interior fica ainda mais reduzido. Na Capital, são 18 delegacias especializadas e 10 distritais, comandadas por cerca de 80 delegados.

"Temos 223 municípios, mas cidades como João Pessoa e Campina Grande precisam de um número maior de delegados, por causa das delegacias distritais e especializadas, como a da mulher, do idoso e de crimes contra a homofobia, que concentram dezenas de profissionais nestas regiões e acabam deixando outros municípios sem delegado", disse Gominho, acrescentando que, para garantir uma boa qualidade nos serviços prestados pela Polícia Civil – responsável pelas investigações de casos e conclusões de inquéritos – , o estado precisaria contratar, pelo menos, cerca de 270 novos delegados.

A falta de delegados em quase metade dos municípios paraibanos fez com que a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social tomasse uma medida paliativa para tentar impedir que a população dos municípios se sinta ainda mais insegura. De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, Canrobert Rodrigues de Oliveira, a segurança do estado vem sendo dividida por comarcas, compostas por até três municípios. "Cada delegado fica responsável pela comarca dasua região, que possui um município-sede e dois distritos, e cada comarca possui apenas um delegado", explicou Canrobert.

A responsabilidade atribuída aos delegados, de responder por delegacias de três municípios, acarreta atraso nas investigações e dificulta a identificação e condenação de acusados para conclusão de inquéritos policiais. No último domingo, o empresário Luiz Olegário da Silva foi assassinado a tiros na porta de seu comércio, no município de Cacimba de Dentro, brejo paraibano. Lula, como era mais conhecido, era irmão do delegado Isaías Olegário da Silva, que é presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil da Paraíba e denuncia a morosidade nas investigações, causada pela falta de delegados.

 

O Norte

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