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Ronaldinho X Tião: outro atentado no Gulliver, não! E Dona Emília merece respeito

“Parem com esta brincadeira de galinha para não quebrar os ovos”. Era assim, em tom de galhofa, que na minha querida terra Serraria tentava-se desarmar os maus espíritos dos colegas que, por uma circunstância qualquer, estavam em vias de confronto físico.

Pois bem: Ronaldinho Cunha Lima e Tião Lucena, cuidado para não quebrarem os ovos…

Nas últimas horas viralizou nas mídias sociais um áudio gravado, em tom bastante virulento, por Ronaldinho Cunha Lima, filho do ex-governador Ronaldo Cunha Lima. Reconhecidamente educado, civilizado, desta vez Ronaldinho passou do limite. Chegou ao ponto de denegrir a reputação de gente de bem, de quem sequer ouviu falar.

(texto continua após o vídeo)

Procurei nas mídias sociais o que diacho Tião teria dito de Ronaldinho. Não achei. Pelo que diz o próprio Ronaldinho subentende-se que Tião teria se referido a ele como envolvido no escândalo da Turmalina Paraíba. Este fato que ganhou repercussão nacional em rádios e telejornais. Ronaldinho, porém, deixa claro que aquilo estaria superado e que a Justiça reconheceu que ele nada teria a ver.

No pique de sua virulência verbal, Ronaldinho chama dona Emília de puta. Inaceitável! Não se chama uma mulher de puta em público, e muito menos uma senhora com a tal história, uma criatura tão decente, tão merecedora de homenagens como dona Emília, a mãe do jornalista Sebastião Lucena. Uma mulher pobre, sofredora, do trabalho pesado mas que, junto com Miguel, seu marido, construiu um lar de paz, amor, fraternidade e trabalho. O humilde casal de Princesa, educou todos os filhos, os fez “Doutores”, às custas de muito suor e sem roubo nem vantagens sobre o erário.

Agora imaginem se, de repente, se dão cara a cara num restaurante da vida Ronaldinho Cunha Lima e Tião Lucena!.. Gente pra por gasolina nesta fogueira não falta. Estímulos são constantes nas mídias sociais.

Gulliver de novo, não

A Paraíba não merece mais uma tragédia. O próprio Ronaldinho deve saber o quanto lhe custou – e à toda sua família -, aquele ato tresloucado do seu pai, Ronaldo Cunha Lima: em pleno exercício do cargo de governador e com a responsabilidade de garantir a segurança dos paraibanos, mandou a poesia e as responsabilidades de chefe de Estado às favas, sacou uma arma e tentou matar o ex-governador Tarcísio Buriti no Restaurante Gulliver,com três balaços.

O fato teve repercussão internacional e avariou seriamente a biografia de Ronaldo Cunha Lima; muito mais a do poeta (poeta não mata) de que a de homem público (alguns matam).

Ronaldo Cunha Lima, desde então, nunca mais foi o mesmo e o famoso “Atentado no Gulliver”, por ironia do destino tornou-se o mais marcante ato do poeta. E o episódio demasiadamente contribuiu para ressuscitar a imagem da Paraíba terra de cangaceiros.

Nas mídias sociais não falta quem esteja pondo gasolina nesta fogueira.

O que nos resta é apelar para o bom-senso dos dois; que eles entendam que a nossa pobre Paraíba não agüentaria mais um “Atentado no Gulliver”…

PS: Ronaldinho Cunha Lima poderia, pelo menos, desculpar-se da ofensa que fez a Dona Emília, uma grande mulher. Se tivesse mais humildade poderia até pedir a Tião também. Mas…

 

Wellington Farias 

 


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